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By tecnicoemagropecuaria.blogspot.com

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6 de março de 2009

O velho agronegócio, o que há de novo?

Foto: Aluno monitor e o Professor Josué de Castro (a direita) - CTUR/UFRRJ - Interagindo na colheita de forrageira para estudos

O poder de influência do agronegócio é tão grande que pode afetar também intelectuais?
Os que reproduzem assuntos e lutas ideológicas nos meios universitários e dos colégios técnicos podem ser discutidos de forma equivalente? Um discute o assunto de maneira cientifica, por ser de nível superior, abrangendo pesquisas e outros meios de estudos, o outro, apresenta aquilo que já está em pratica, até mesmo para que facilite o entendimento profissional e o ingresso de atores envolvidos (alunos) no mercado de trabalho, já existente. Alguns intelectuais defendem a idéia que a saída para a pequena agricultura seria também entrar no agronegócio. Alguns copiaram mal essa idéia e chegam chamar de "agronegocinho", na verdade não entendem nada do assunto. Não percebem que, de fato, há uma luta entre dois modos de organizar a produção agrícola em nossa sociedade.
Será que agronegócio seriam aquelas fazendas modernas, que utilizam grandes extensões de terra e se dedicam à monocultura, que se especializam num só produto, com alta tecnologia, mecanização - às vezes irrigação - pouca mão-de-obra? E por isso, falam com orgulho que conseguem alta produtividade?
Na maior parte dos casos, a produção é para a exportação. Em especial, cana-de-açúcar, café, algodão, soja, laranja, cacau, além da pecuária intensiva. Esse tipo de fazenda é o chamado agronegócio, no entanto, tudo baseado em baixos salários, uso intensivo de agrotóxicos e de sementes transgênicas e “etc”, (não sei explicar o etc.).
Existem, por exemplo, inúmeras denúncias de agrônomos e cientistas dos estragos que a implantação da soja vem fazendo nos biomas da natureza do cerrado e da Amazônia. E vem uns “caras” falar mal da agricultura familiar, chamando de “agronegocinho” para aqueles que precisam sobreviver, e antes de tudo, respeitam o meio ambiente.
Sempre haverá unidades de produção maiores e que se dedicam à exportação, isso é bom para o Brasil, mais entendo que é uma forma avergonhada de defender o agronegócio, que devasta, polui, não paga impostos e renegociam, com o apoio do governo, suas dividas. É preciso identificar que tipo de produtor e de política agrícola o governo e a sociedade defendem, pois vemos, a cada dia, que o pequeno agricultor (a do agronegocinho) passa por dificuldades e sem apoio técnico.
O modo do agronegócio, que se estabelece, baseada em estabelecimentos agrícolas familiares, menores, que se dedicam à policultura (produzem vários produtos) de alimentos, geram empregos para milhares de pessoas, da família e de fora dela, que produzem e desenvolvem o mercado local e interno.
Li, num artigo, (não lembro onde), que na criação de médios animais, por exemplo, a produção é bem maior na agropecuária, onde envolve o pequeno produtor, sem muitas tecnologias, com manejo adequado e orientação de um Técnico em Agropecuária (formação de ensino médio), então comparamos com os seguintes dados:
Animais de médio porte: rendimentos para suínos: (Pequena propriedade - 86%) – (Média propriedade - 13%) – (Grande propriedade/agronegócio - 1%). Esses dados são do Professor Ariovaldo Umbelino Oliveira, da USP (Universidade de São Paulo), feito numa tabela de comparação.
Lembro muito bem, que quando estudava no CTUR, o Professor Josué de Castro, abordava em aulas, tais comparações. Dizia ele que a criação de suínos é uma das grandes responsáveis pelo lucro dentro de uma propriedade rural, desde que feita de forma inteligente e racionalmente conduzida. Os suínos são considerados a atividade mais rentável, pois podem ser criados de forma lucrativa dentro de pequenas chácaras. O capital inicial é relativamente baixo e a atividade supera em lucro quase todos os animais domésticos. Estes animais requerem, de certa forma, atenção, e proliferam em boa quantidade. O porco é um dos animais domésticos que mais se adapta às condições climáticas e seu rendimento em carne é muito maior em relação ao alimento que consome, além de suas características em prolificidade, rusticidade e melhorador da terra (Restitui elementos de valor por meio de suas dejeções)
Ai, “siesqueci” dos intelectuais! Bom e por falar neles, essa semana um deles falou mal do “agronegocinho”, pode ter até certa razão para falar do agronegócio, mais teceu uma opinião que não convenceu ninguém, talvez por falta de conhecimento, se eu estivesse lá, talvez cairia da cadeira ou ia ser uma “briga” feia, pois se tivesse ele, os professores que tive não falava besteiras em sala de aulas, e olha que as aulas era de Ensino Médio.