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By tecnicoemagropecuaria.blogspot.com

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11 de agosto de 2014

Travessia Cobiçado-Ventania (Caxambu, o produtor de hortaliças) - Petrópolis/RJ

O autor do blog na região do Alto da Ventania - Petrópolis
Nesse ultimo dia 08/08/2014, fazíamos parte de um grupo convidado para percorrer a Travessia Cobiçado Ventania, mas, tivemos dois episódios de mal estar (650 e 945 metros), felizmente nada de grave, recobramos de forma permanente o sentido e abortávamos a missão para a nossa própria segurança e não retardar o resto da equipe da PANARSO que seguia em frente, com 23 pessoas de diversas categorias, como pesquisadores, aventureiros, amantes de esportes radicais e brigadistas da ICM-Bio.
A Trilha Cobiçado-Ventania no Município de Petrópolis no Rio de Janeiro é uma das belas trilhas da Região Serrana do Rio de Janeiro, com cerca de 12,5 km e desnível de 760m, onde se pode levar até 7 horas de caminhada. No termo técnico para atividade de “trekking” é classificada como “pesada superior”. Essa trilha faz parte do Projeto Caminhos da Serra do Mar (ICM-Bio). Muito procurada por aventureiros e tem como atrativos os diversos picos montanhosos na região, tais como: O Cobiçado, o Diabo, o Tridente e o Alto da Ventania. Iniciada pelo bairro Caxambu naquele município, a trilha nos oferece para contemplar espetaculares paisagens, mas, pode também, por outra visão técnica, visionar a preocupante e a desordenada atividade rural da agricultura familiar, nisso podemos notar a ocupação das encostas que é um problema recorrente, o que nos faz recordar da grande tragédia das chuvas de 2010.
Igreja N.S. da Penha e ao fundo o temido Morro do Cobiçado
Logicamente não foi um dia de campo para agricultores e nem fizemos parte de equipe de extensionistas, mas aproveitamos a nossa permanência no local para observar de forma técnica a localidade, que faz parte de uma das maiores produtoras de hortaliças do país. O bairro Caxambu se destaca e é um dos principais produtores de verduras e legumes.
O que vimos naquela região montanhosa e de difícil acesso consiste em plantios com revolvimento de solo, utilizando-se micro tratores e não utilizam plantas de cobertura para formação de palhada, por exemplo, e isso nos preocupou. Os pequenos tabuleiros com solo pedregoso (micro áreas) e encostas são desprotegidos, onde as hortaliças são semeadas ou transplantadas, dependendo do tipo de cultura em canteiros “planejados”. A região teve sua relevância na produção, sendo pioneira nos chamados orgânicos no Brasil iniciada na década de 1970.
Petrópolis é conhecida internacionalmente como uma cidade turística. No entanto, poucos conhecem das atividades agrícolas desenvolvidas nas chamadas Zona Rural. Na verdade nem mesmo os “petropolitanos” sabem direito que bairros chamados rurais, como o Caxambu são importantes produtores da cidade imperial e plantam legumes e verduras que abastecem todo o Estado do Rio de Janeiro. Vejam os vídeos nas próximas postagens, os vídeos produzidos na região.
Grande área desmatada com plantios de hortaliças
O autor do blog em outra área da região

24 de maio de 2014

O CAMINHO DE SABARABUÇU (ESTRADA REAL)

João Felix no Caminho do Sabarabuçu (Acuruí)
O Caminho de Sabarabuçu foi criado como uma rota alternativa entre o Caminho dos Diamantes e a cidade mineira de Ouro Preto. Seus 160 quilômetros conectam os distritos de Cocais (Barão de Cocais) e de Glaura (Ouro Preto). Esse atalho ou variante encurtava a distância entre o Caminho Velho e Diamantina foi suficiente para abrigar lugares com muita história para contar.
Há cerca de trezentos anos, as serras íngremes do trecho, cortadas por cursos d’água como o rio das Velhas, eram vistas como verdadeiros tesouros, onde seria possível achar ouro e outros metais preciosos. Essa crença devia-se ao brilho que a atual Serra da Piedade (antigo Pico de Sabarabuçu) tem. O que os bandeirantes imaginavam ser ouro era, na verdade, o minério de ferro do topo da montanha (atual Santuário da Piedade), que refletia a luz do sol.
O caminho ainda existente margeia o rio das Velhas e tem a Serra da Piedade, com os seus 1.762 metros como um dos atrativos. Com sua mítica história da serra que reluzia, aquela elevação montanhosa serviu como referência de localização para a chegada às minas a partir dos municípios de Raposos, Sabará e Caeté.
Percorrer a pé esse trecho da Estrada Real foi reviver, e com emoção, o passado e a história de Minas Gerais e do Brasil.
Caminhar pelo Caminho de Sabarabuçu foi possível imaginar, passo a passo, o árduo caminho percorrido pelos bandeirantes, tropeiros, naturalistas, incluindo os escravos, transportando grande quantidade ouro e outras mercadorias, se perpetuando na história. No trajeto, conhecemos figuras espetaculares: acolhedoras, alegres e folclóricas.
Naqueles tempos, havia os homens de simples fé, e aos que dominavam as virtudes teológicas: adesão e anuência pessoal a Deus e seus desígnios e iam construindo as ermidas em louvor aos santos de devoção, que hoje, muitas se tornaram matrizes e deram nome as atuais cidades do Estado de Minas Gerais.
Na atualidade, pouco se encontra sobre a agricultura familiar, emboramente o trecho é viável economicamente para a agropecuária, e para a dinamização em conceitos agroecológico.  
Percorrer o Caminho de Sabarabuçu a pé, foi à finalização de um projeto pessoal do autor desse blog, a edição do livro “ESTRADA REAL – Capelas: A conexão da fé entre Velhos e NovosCaminhos”, que contará com prólogos dos amigos: Jornalista Marcia Leitão e do Escritor Silas da Fonseca.

19 de março de 2014

SANDRA BARROS SANCHEZ



O autor desse blog teve oportunidade de ser aluno de ensino técnico (CTUR/UFRRJ) em duas disciplinas: Agroecologia e Grandes Culturas e ainda, ter o privilégio de proêmios escritos pela Doutora Sandra em duas edições do livro “ORA-PRO-NOBIS – a carne de pobres” pelo Clube de Autores/Agbook. Falar da Professora Sandra Sanchez é tão simples como ela própria foi, no que nos permiti aqui homenageá-la. 
Nascida em julho de 1962 no Rio de Janeiro, a Doutora Sandra Barros Sanchez, já graduada, iniciou carreira acadêmica em 1986 em Licenciatura em Ciências Agrícolas; Mestrado em Agronomia (Ciências do Solo - 1998) e Doutorado em Agronomia (Ciências do Solo - 2002) pela Universidade Federal Rural do Rio deJaneiro.
Professora de Educação Básica, Técnica e Tecnológica do Colégio Técnico da UFRRJ. Ocupava o Cargo de Diretora Substituta do CTUR e Vice Coordenadora do Programa de Pós-graduação em Educação Agrícola (PPGEA) da mesma Universidade.
Com vasta experiência nas áreas de ensino da produção vegetal, animal, agroecologia e Metodologia do Ensino e da Pesquisa, atuando nos temas: ensino da agroecologia, ensino agrícola, interdisciplinar, aprendizagem e educação profissional.
Para os que tiveram a oportunidade de ser assistidos (ensino técnico, orientações de mestrado e doutorado) afirmam que ela não se detinha apenas em ensinamentos técnicos ou práticas pedagógicas, era simplesmente uma humanista.
Premiada em alguns, encabeçou ou teve efetivas participações em inúmeros trabalhos acadêmicos, linhas de pesquisas, projetos, extensão e desenvolvimento, além de artigos completos publicados em periódicos, bem como, destacadas presença em Congressos e Seminários. Um foco comum de seus trabalhos era o manejo ecológico na utilização dos recursos naturais adequados ao clima e ao solo, o que para nós, seria comparável aos de Ana Primavesi.
A superfluidade de palavras seria exagero, para ilustrar aqui a Professora Sandra, por sua importância para o ensino coetâneo, hodierno e porvir. A Professora Doutora Sandra Barros Sanchez, faleceu no dia 10 de março de 2014.

Saiba mais sobre a Doutora Sandra Sanchez:
Sempre ladeada por alunos, Dra. Sandra Sanchez

11 de março de 2014

SANDRA BARROS SANCHEZ


Doutora Sandra Barros Sanchez
"Monstros da Sabedoria"
Desde 2011 esse blog homenageia notáveis figuras da ciência e da educação. Notáveis esses que se destacaram em teorias e ciências educacionais. Foram lembrados aqui: Francisco Freire Allemão, Ana Primavesi, André Voisin, NelsonPapavero e Ernst Leuenberger.
Procuramos obedecer a uma linha cronológica de seus feitos, mas em suas épocas, pelos domínios de fundamentos filosóficos e históricos da educação. Alguns promoveram reflexões sobre a educação agrícola em diferentes modalidades. 
Há uma grandíssima lista desses “monstros da sabedoria” e, é certo que poderíamos obedecer aqui uma ordem para destacar nomes. Esse blog quebra hoje, mais uma vez essa ordem e vamos homenagear na próxima publicação, a Professora Doutora Sandra Barros Sanchez, Professora e Vice Diretoria do Colégio Técnico da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, que nesse dia 10 de março veio a falecer.
A Doutora Sandra Sanchez, apreciadora desse site, sabia que parte dos conteúdos aqui publicados eram inspirados nos seus ensinamentos e que este humilde autor (do blog) era apreciador e um favorecido da forma simples de educar, dessa douta senhora.

23 de outubro de 2013

CLUBES DE AUTORES tem Site com novo formato


Prezados leitores, antes de tudo quero agradecer a freqüência de visitas em nosso blog para apreciar as nossas postagens.
Como sabem, também divulgo nesse espaço as obras de nossa autoria (a esquerda da página) que são publicadas no CLUBE DE AUTORES e no AgBook.
O CLUBE DE AUTORES suprimiu em sua livraria o tema AGROPECUÁRIA, link que contém 67 títulos de variados autores e também estavam os nossos livros, nisso muitos leitores estão tendo dificuldades de acessar a página com nossas obras. 
Isso gerou grande empecilho na hora da compra de livros de preferência.
Então, para encontrar nossos livros, entre no site, no link autores e escrevam o nome do seu preferido ou ainda, caso saiba o nome da obra, procure pelo título.
Os que acompanham esse blog, basta clicar na foto (a esquerda) do livro que um atalho direcionará o de preferência para compras ou ainda, no agBook, basta acessar o link: https://agbook.com.br/authors/34644 e todos os livro estão em uma só pagina.
Obrigado pela preferência e boa leitura. 

8 de setembro de 2013

ESTRADA REAL - CAMINHOS E CAPELINHAS


Capela de Santana em 1894 - Arraial do Curral del Rei (Belo Horizonte)
Fonte: APCBA - Acervo: CCNC
Os desbravadores e viajantes para suprir suas necessidades, foram formando roças (com minguados plantios), pousos e desordenados povoados. No convívio com os povos primitivos foram impondo sua cultura, adaptando às condições naturais e sociais encontradas, interagindo com os povos nativos, gerando formas novas de se expressar, inclusive, mostrando sua fé.
Ainda ao fim do século XVIII pequenos povoados se formavam, a maioria com não mais de 30 casas cobertas de sapé (Imperata brasiliensis) e pindoba (Attalea allenii), onde se erguia uma capelinha singela, de igual cobertura, quase sempre situada à margem de um rio ou córrego.  Para se chegar até ali, iam se abrindo perigosos caminhos.

As histórias ocorridas nesses caminhos se vincularam ao ciclo do ouro, e com elas, a produção do patrimônio cultural, material e imaterial, produzido nos primeiros tempos de colonização, vindo a sacramentar a nossa belíssima História.
Ao longo desses caminhos, ainda existentes, que se tornaram Estradas Reais, podem ainda ser encontrada a maioria das capelas e igrejas construídas na época da mineração, embora apresentem modificações em suas estruturas e nos detalhes artísticos.
Não são poucas as capelas que compõem significativos cenários regionais. Algumas são imponentes, foram subsidiadas pela economia mineira para construir templos tão bem elaborados como as atuais das cidades do estado de Minas Gerais. Outras são pequeninos templos, significativos, mas que correspondem aquele modo de viver da população, muito simples, ligado praticamente a uma economia de subsistência, de beira de estrada.

Acrescido do ululante reforço da fé, aquelas erigidas de sapé e pindoba, não ostentavam esmero artístico. Segundo Tirapelli (1984) "As primeiras estruturas das igrejas desse período possuem acentuada dominância do artesanal sobre o artístico".

As capelas distribuídas ao longo do Caminho do Sabarabuçu marcam a paisagem, avivam a memória histórica e constituem parte significativa do patrimônio cultural.  Elas merecerão destaque em nossa jornada, feito a pé (180 km), e irão compor as ilustrações do livro “De Iguaçu ao Sabarabuçu,entre Velhos e Novos Caminhos”, de nossa autoria.








Literaturas lidas para compor esta postagem:

TIRAPELLI, Percival. A Construção Religiosa no Contexto do Vale do Paraíba - Estado de São Paulo. São Paulo: Dissertação de Mestrado, 1983.
ZEMELLA, Mafalda P. O Abastecimento de Minas Gerais no século XVIII. São Paulo: HUCITEC,
EDUSP, 1990.
ABREU, Capistrano de. Caminhos Antigos e Povoamento do Brasil. 2a. ed., Rio de Janeiro: Livraria Briguet, 1960.

Outras obras foram lidas e consultadas, entre os meses de maio e agosto de 2013:

Biblioteca Nacional – Rio de Janeiro

Real Gabinete Português de Literatura – Rio de Janeiro

23 de agosto de 2013

Estrada Real - De Iguaçu ao Sabarabuçu

Torre remanescente (ruínas) da Igreja N.S. da Piedade Iguaçu/RJ
Não restam dúvidas que o Ciclo do Ouro foi responsável pela formação de um grande número de cidades, inclusive da expansão da atividade agropecuária, até então restrita à proximidade da faixa costeira.
Não é de fácil compreensão, mas, é possível notar que os primeiros núcleos de povoação não surgiram em torno de uma única e pura atividade econômica, a exploração mineral, por exemplo, para sustentar interesses e poder. Era preciso demonstrar de forma material, construindo algo que pudesse ilustrar a força, financeira e politica.
Em anotações documentais desde a colonização, foi possível notar (em nossas leituras) essa força, com o erguimento de capelas e igrejas em determinadas regiões, que demonstrava a importância e o que um território representava perante o poder secular e o poder eclesiástico. Essa postura, inicialmente, configurava em uma “célula” que daria o surgimento de uma aldeia, uma freguesia, uma vila e mais tarde, talvez, uma grande cidade.
Os colonizadores não eram por completo devotos. Alguns demonstravam religiosidade como forma de justificar o aquinhoamento de longas extensões de terras adquiridas, e com isso, iam “patrocinando” sua fé.
 A construção de capelas particulares era um hábito comum e muitas delas se destacam, três séculos depois, devido aos significados históricos e por representar nos dias atuais, uma expressão viva dos primeiros séculos da formação de nossa cultura nacional, alguns atrelados apenas a costumes regionais.
À História dos caminhos e descaminhos do ouro, pode-se vincular a produção do patrimônio cultural, material e imaterial, produzido nos primeiros tempos de colonização. Os desbravadores e viajantes, para suprir suas necessidades foram formando roças, pousos, povoados e construindo capelas. Outros, apenas de passagem, escrituravam as atividades “domésticas” e não demostravam seus valores espirituais.
Ao longo da Estrada Real (caminho velho e caminho novo) pode-se ainda encontrar a maioria das capelas e igrejas construídas na época da mineração, embora apresentem modificações em suas estruturas e nos detalhes artísticos. Pode-se perceber que não foram poucas e que acabaram por compor significados em cenários regionais.
Lamentavelmente, importantes delas para nossa história, não mais existem ou encontram-se atualmente com poucos vestígios materiais e artísticos das edificações, algumas são apenas ruínas ou estão descaracterizadas da sua concepção original.
É preciso salientar que as maiorias construídas nos primeiros séculos de colonização, foram demolidas naquele mesmo período e nos seguintes, devido aos seus pequenos portes e por terem sido construídas com materiais não duráveis.

Em nossa jornada no Caminho do Sabarabuçu, que será transcrita no livro de nossa autoria: "De Iguaçu ao Sabarabuçu: Entre Velhos e Novos caminhos
Igreja Nossa Senhora do Pilar

Citaremos nos escritos de nossa jornada a Igreja Nossa Senhora do Pilar, uma edificação (sagrada) significativa do conjunto de bens imóveis, do que se refere à Estrada Real, cujo nas imediações dava acesso para o Caminho Novo, expandido, na época, a Freguesia de mesmo nome, uma das mais antigas e importantes de todo o período colonial, das mais bem sucedidas freguesias da Vila de Iguaçu (hoje Duque de Caxias), possuía um engenho de açúcar e produzia aguardente, milho, feijão e café.

Assim será a nossa jornada, buscando essas riquezas.  
Capela de N.S. da Expectação do Parto (Igreja do Ó) - Sabará

Capela de Santo Antonio do Pompeu - Sabará

Igreja Nossa Senhora da Conceição do Marapicu

14 de agosto de 2013

Estrada Real - De Iguaçu ao Sabarabuçu

Está bem próximo de se concretizar o início de nossa jornada na Estrada Real. Logicamente não será percorrida toda à extensão dos 1400 km em buscas de histórias já consagradas e contidas em afamadas literaturas que falam do Caminho Velho e do Caminho Novo. São encantadores os relatos escritos de fatos ocorridos nas extensões desses caminhos, nos “adamantinos” e da “serra resplandecente”.  Nesses sim, vamos percorrer e num deles, faremos a pé. 
Ao longo do período colonial, sucessivos movimentos de penetração registravam ocorrências do encontro de metais preciosos, e com eles, fatos ocorridos que se perderam ou não foram anotados, mas é possível notá-los em lendas e “causos”, que se ilustram a partir dos surgimentos de núcleos de atividades extrativas, nos quais, apesar do caráter geralmente modesto, atraiam na época, pioneiros para a produção de riquezas supostas abundantes.
Muitas dessas incursões sertanistas foram malogradas, que deixaram na bancarrota afamados nomes, que se sustentavam em “opulentas lorotas”. Quem diria que um desses foi o próprio Caçador de Esmeraldas, que vendeu todo o seu gado, ouro e prata, juntando 6 mil cruzados para armar sua própria bandeira, que na ocasião, sua esposa Dona Maria Garcia Rodrigues Betim, muito mais jovem, implorou-o para que não se empreitasse nessa jornada, pois além da avançada idade, já havia "torrado" as economias da família para montar a que se tornaria a famosa bandeira das esmeraldas.
Vamos buscar fatos que mesmo escritos em documentos, não agraciou caminhantes e cavaleiros, alguns sem conhecimento acadêmico; que não foram intitulados como naturalistas, mesmo por seus relatos devidos os seus aos olhares atentos e curiosos e que não eram financiados por governos europeu.
Museu do Ouro - Sabará/MG
Inúmeros relatos e manifestos se perderam, não foram consagrados por historiadores ou simplesmente estão ocultos em manuscritos empoeirados em bibliotecas, protegidos em redomas ou sem permissões de serem folheados. Muitos relatos são manifestos relacionados as atividade econômica, com estímulos ao comércio de gêneros e à produção agrícola e pecuária. Outros, não denigrem, mas demonstram as práticas desrespeitosas ao meio ambiente, já aquela época, pois muitos se preocupavam apenas com a mineração ou com as nocivas, mas necessárias monoculturas.

Os exemplos desses relatos, temos o de Saint-Hilaire, que constata em um trecho da Estrada Real: “Os morros que a rodeiam são cobertos por uma relva pardacenta e exibem a imagem da esterilidade”. E ainda: “todo o sistema de agricultura brasileira é baseado na destruição de florestas e onde não há matas, não existe lavoura.”

Os de Joaquim Felício dos Santos, escrevendo em 1862, identificando o mineiro como: Alegre, pródigo, descuidado, indiscreto, só vê o presente; o agricultor é severo, econômico, amante da riqueza, desconfiado, circunspecto e inimigo dos prazeres ruidosos... a vida do agricultor é tranqüila, pacífica, serena; ele só se inquieta com as irregularidades das estações; a vida do mineiro, por seu turno, seria cheia de azares, de vicissitudes”.

O de um insatisfeito tropeiro que relata: “Do alto da Mantiqueira, descia-se as vertentes do Rio Verde, já em território de Minas Gerais, passando-se pelos pinheirais, cujos frutos sustentavam os mineiros, comuns as roças de milho, feijão e outros gêneros alimentícios que, junto com animais domésticos, são vendidos por preços exorbitantes”.


Estrada Real (caminho do Sabarabuçu)

Dessas riquezas iremos a buscas, De Iguaçu ao Sabarabuçu entre Velhos e Novos Caminhos

















25 de junho de 2013

Estrada Real – Novas andanças


Escritor Silas Fonseca - Pompéu-Sabará/MG
Entre as idas e vindas dos sertões em buscas e transportando riquezas, desde o século XVII, alguns caminhos foram abertos estrategicamente pela Coroa Portuguesa, ligando antigas regiões das minas ao litoral do Rio de Janeiro, passando ainda por São Paulo.
Constituída basicamente pelas vias de acesso, os pontos de parada, as cidades e vilas históricas se formaram durante o passar dos homens e do tempo. Assim é a Estrada Real e entre os Velhos e Novos caminhos, ainda é possível encontrar riquezas: as artesanais, religiosa e literária. 
Zoroastro Viana Passos, Fernando de Mello Vianna, Cândido José de Araújo Viana (Marquês de Sapucaí), Júlio César Ribeiro Vaughan, Aníbal Monteiro Machado e Raimundo Machado de Azevedo, são nomes que se tornaram “joias” dentre tantas outras riquezas que ajudaram a compor parte de nossa história.
Há outros, que ainda encontramos por ai. São artesãos, que perpetuam artes e ofícios herdados dos pais e avôs; talentosos artistas populares e contadores de histórias; cozinheiras criativas; pintores e artistas plásticos que usam as cidades como tema. 
Na estrada Real é possível encontrar cidadãos simples, como Silas Fonseca, que para muitos, seria um comum, pois sua singeleza não nos permite perceber o seu talento. Em nossas andanças pelas gerais, encontramos esse exemplar, que luta para preservar importantes bens naturais e patrimoniais, um literato e ingênito “mineirim” que transmite em prosa e poesia, culturas e costumes. Sua grandeza é enobrecida por conservar o seu meio ambiente e os laços familiares vindos desde o Sô Ismael”, seu pai.


Não será preciso arrancar e sacudir tufo de mato para achar, mas assim, será a nossa jornada, a pé, os 180 km do Caminho do Sabarabuçu buscando essas riquezas.


10 de junho de 2013

Estrada Real - Novas andanças

Esposa do autor do blog e Dona Beatriz
São fascinantes os caminhos e descaminhos da Estrada Real.  Um olhar mais atento nos permite perceber a maneira com que os povos ao longo da “rica” estrada, perpetuaram o ritmo de vida secular, diferente, talvez, na essência do que acontece nos grandes centros de nosso imenso país. Percebemos isso, já no planejamento de nossa próxima jornada, que é percorrer a pé os 160 km do Caminho do Sabarabuçu, um prolongamento do Caminho Velho.
Logicamente não temos a presunção de nos comparar aos afamados viajantes e naturalistas. A tradição do uso da Estrada Real como principal dos caminhantes, iniciou lá no século XVIII. Esses viajantes, naturalistas, tinham olhares atentos e curiosos, utilizavam os seus conhecimentos acadêmicos para cumprirem missões oficiais. Desses trabalhos, o resultado surpreende até os nossos atuais dias (século XXI). Charles Fox Bunbury, Auguste de Saint-Hilaire, John Mawe, George Gardner, Johann Emanuel Pohl e Spix & Martius são alguns desses afamados que emprestaram seus nomes e nos legaram emocionantes relatos de suas viagens entre caminhos da Estrada Real. Até mesmo o botânico suíço Beat Ernest Leuenberger percorreu trechos da Estrada Real em buscas da cactácea ora-pro-nobis.
Para concluir o nosso próximo livro: “De Iguaçu ao Sabarabuçu – Entre Velhos e Novos Caminhos” será preciso nos aventurar nesses árduos caminhos, para poder trazer e ilustrar toda uma miscelânea de culturas, entre elas a religiosidade e os hábitos alimentares, bem como, colher saberes da simplicidade do manejo da agropecuária e agroecologia em pleno século XXI.
Sabemos que não são caminhos tão árduos como outrora, feito pelos bandeirantes, que atravessaram serras íngremes, cortaram perigosas florestas, transportando riquezas através dos rios e pântanos, formando vilas e arraias que se tornaram lindas e históricas cidades.
Logicamente encontraremos simpáticas figuras, que não economizam sorrisos para nos receber, como da restauradora de obras de arte Dona Maria Beatriz Luz (foto) da cidade de Sabará, que ilustra a simpatia até mesmo com a luminosidade de seu sobrenome, que nos ensina muito mais que matérias disciplinares em bancos acadêmicos. Certamente há outros, mas com perfis mais comuns, que não são difíceis encontrá-los.

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Assim deverá ser nossas novas andanças pelas gerais.

9 de junho de 2013

Zoroastro de Viana Passos, o Mestre das gerais...


Mineiro nato de Sabará, o Professor Zoroastro de Viana Passos, fez os seus estudos primários e concluiu o secundário em sua cidade, no histórico Colégio Azeredo. Filho do Sr. Américo Ferreira Passos, que era farmacêutico, e de Dona Maria Antonieta Viana.
O Professor Zoroastro casou-se com Dona Suzana Ferreira Passos, com quem teve 14 filhos. Doutorou-se em Medicina, no Rio de Janeiro (turma de 1910). Regressando a Minas Gerais, iniciou clínica médica na cidade de Bonfim, mais tarde se transferiu para Sete Lagoas. Prestou concurso para uma das cadeiras de professor substituto da Faculdade de Medicina de Belo Horizonte, defendeu a tese "Em torno de dois casos de apendicite", com êxito. Empossado no cargo que conquistara, empreendeu viagem de estudos e observações aos adiantados centros da ciência médica da Europa (Alemanha, França, Portugal e Bélgica). Em retorno do continente europeu, veio para sua cidade natal, dando continuidade aos estudos de medicina e história. Depois se fixou em Belo Horizonte, onde exercia o cargo de Professor Catedrático da Faculdade de Medicina. Estabeleceu ainda, na capital mineira, um dos mais conceituados consultórios médico-cirúrgicos. 
Segundo historiadores e outros de sua época, Zoroastro era orador fluente de alto estilo, escritor e historiador. Foi também membro da Academia Mineira de Letras. Suas obras literárias versam sobre interessantes assuntos médicos e históricos Exerceu ainda, cargos de muitíssimas importâncias, sobressaindo-se, em todos eles, como elemento verdadeiramente capaz e digno. Nascido em 1887, àquela histórica cidade, em setembro de 1945, perde o mais ilustre de seus natos moradores.
Entre tantas obras editadas pelo Professor Zoroastro Viana Passos, citamos “Em Torno da História do Sabará” – Que de um pequeno trecho transcrito de um dos 2 volumes da obra, abrilhantou e valorizou por demais a 2ª edição do livro “ORA-PRO-NOBIS: A carne de pobres” de nossa autoria.

30 de abril de 2013

ORA-PRO-NOBIS: a carne de pobres - 2ª edição também como Ebook




A 2ª edição de ORA-PRO-NOBIS: a carne de pobres, também pode se adquirido como ebook e com menor preço e com alto padrão tanto como no livro impresso.
O procedimento para “download” é simples e, no caso da compra com cartão, extremamente rápido; em alguns minutos você já estará lendo o ebook em seu TABLET.

No site de CLUBE DE AUTORES você poderá verificar mais detalhes o procedimento para realizar o download de seu ebook.
Acesse e saiba tudo sobre vantagens do ebook em relação aos livros tradicionais:
http://www.abc-commerce.com.br/ebook.htm

Breve no Rio de Janeiro, lançamento presencial da 2ª edição.






24 de abril de 2013

Festival do ORA-PRO-NOBIS - 2013



Este blog estará presente nesse grande festejo cultural na Histórica Cidade de Sabará. Durante o festival estaremos promovendo a 2ª edição/2013 do livro "ORA-PRO-NOBIS: A carne de pobres".

Enquanto isso, assista no video esse belo espetáculo da natureza


21 de abril de 2013

Livro Ora-pro-nobis: a carne de pobres – 2ª edição/2013



Sucesso em todo o Brasil e coincidência com o histórico desbravamento dos sertões das Minas Gerais pelos Baianos e Paulistas.
Teixeira de Freitas e Piracicaba saem na frente na aquisição da 2ª edição do livro “ORA-PRO-NOBIS: A carne de pobres”.
Apesar de conter afamadas e deliciosas receitas, o livro ORA-PRO-NOBIS: A Carne de pobres não é um “livro de receitas” como alguns leitores perguntaram através de email. De qualquer forma não deixa de ser uma “delicia” o carinho e elogios oferecidos pelos leitores através dos email's.
Bolo verde (com ora-pro-nobis) a receita estar no livro

12 de abril de 2013

ORA-PRO-NOBIS: A carne de pobres – 2ª edição/2013


Dona Maria Torres (Moinho D'água) - de Sabará/MG

Com nova foto de capa de autoria de Claudio Oliver, um agricultor urbano de Curitiba e Professor de Gestão Ambiental da FEPAR (Faculdade Evangélica do Paraná) a 2ª edição do livro “ORA-PRO-NOBIS: A carne de pobres” relembra no primeiro capítulo, o histórico desbravamento e a trajetória nos sertões pelos bandeirantes, da fome nas zonas de mineração e dos hábitos alimentares nas capitanias de Minas Gerais.
Com maiores informes das variedades da cactácea do gênero Pereskia, planta que está inserida em estudos científicos sobre alimentos alternativos para o combate à fome e desnutrição, assunto que tem recebido atenção no mundo nos últimos anos, sobretudo no Brasil.
Pereskia aculeata
A Ora-pro-nobis é desconhecida pela população dos grandes centros urbanos, promovido por falta de informações, do desconhecimento quanto ao valor nutricional e modo de preparo, faz com que o consumo seja reduzido, tendo em vista, que é uma cactácea com característica diferente em relação às demais hortaliças com sua forma arbustiva espinhenta, no que leva desconfiança e medo do seu consumo em relação a outras folhosas de fácil disponibilidade e já popularizado.  
Para alguns é a “carne de pobres”, pela alta concentração de nutrientes. É carinhosamente chamada de lobrobo e tem o seu próprio festival gastronômico na histórica cidade de Sabará.
O livro ORA-PRO-NOBIS: A Carne de pobres – 2ª edição/2013 - contribui de forma simples e didática, apreciadores de plantas, estudantes de Agropecuária, de Agroecologia, envolvidos em matérias disciplinares sobre Meio Ambiente e de Gastronomia.
Leitores que adquiriram a 1ª edição/2011 teceram elogios, pela simplicidade na abordagem do assunto, devido aos escritos da flora brasileira condensados em livros ou espaçados em periódicos, na grande maioria, de difícil aquisição e consulta ou em obras com linguagens puramente técnicas.


O autor de “ORA-PRO-NOBIS: A carne de pobres” inseriu novas e deliciosas receitas (com fotos), inclusive a campeã “Marreco com ora-pro-nobis” de Maria Torres, insigne moradora da histórica Sabará.
A 1ª edição ainda está disponível no CLUBE DE AUTORES, para adquirir acesse o link: