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By tecnicoemagropecuaria.blogspot.com

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3 de janeiro de 2009

Santa Catarina, novos rumos

A agropecuária apresenta um papel de destaque na economia catarinense, pois boa parte do setor industrial e de serviços do Estado tem na agricultura a base do seu processo produtivo. E agora, o que farão as autoridades daquela estado após as chuvas?
Notamos (atavés de noticiários) que autoridades vem se reunido para traçar soluções para pecuaristas do Vale do Itajaí, e criaram até Fórum de Solidariedade e Reconstrução das Cheias, que visa uma solução para as perdas de animais que estes produtores tiveram com as enchentes no final de 2008. Outra discussão é possibilidade de alteração de critérios de distribuição de recursos de alguns fundos ligados a agricultura.
Não podemos esquecer que o modelo agrícola adotado na região do Vale do Itajaí, desde a época da colonização, baseado no desmatamento com posterior queimada, sem respeito às áreas de preservação permanente e nenhum controle de erosão e, a partir da segunda metade do século XX, com a introdução dos adubos químicos e agrotóxicos, reduziu drasticamente a cobertura florestal, a fertilidade dos solos e a quantidade e qualidade das águas.
Até a década de 1980, a indústria madeireira exerceu forte papel na economia da região, sendo a principal responsável pela devastação das espécies nobres das florestas. A agricultura, especialmente a fumicultura, foi, e de certa forma continua sendo, grande responsável pela destruição das florestas da região.
O Vale do Itajaí foi colonizado, a partir de Blumenau, principalmente por agricultores alemães e italianos e, em menor proporção, por poloneses e portugueses. Vindos da Europa na década de 1850 e acostumados a clima, vegetação e solo totalmente diferentes, instalaram-se às margens do rio Itajaí-Açu. No interior da densa e bela floresta, viviam milhares de índios das tribos Xokleng, Kaingang e Guarani. Tanto a floresta quanto os índios foram considerados obstáculos aos objetivos e ao modelo de “desenvolvimento” almejado pelos imigrantes europeus.
Já o Alto Vale do Itajaí foi colonizado a partir do século XX, e em menos de 100 anos de “crescimento econômico” foram destruídas aproximadamente 80% das florestas da região, reduzindo várias espécies de animais e extinguindo outras localmente, como a onça-pintada e a anta. As enchentes, fenômeno secular na região, passaram a ocorrer cada vez com mais freqüência. Isso pode ser explicado pela diminuição da infiltração da água no solo e o assoreamento dos rios, resultado direto da falta de cobertura florestal – especialmente matas ciliares, do não controle de erosão e da construção e estradas e cidades.
O que as autoridades daquele estado dizem agora sobre essa questão? Pois o fato é historico.
Não vamos aqui nos aprofundar no geral sobre questões ecológicas desgovernadas ao logo dos anos. Mais o que nos chama a atenção é sobre levantamentos e relatórios de óbitos de animais ocorrido na enchente na região de Itajaí e Tijucas. Foram registrados óbitos de 1.350 bovinos, 200 ovinos e sete eqüídeos, ainda encontram-se animais desaparecidos. Somente isso?
Temos consciência de vidas humanas perdidas, que devem ser discutidas em primeiro lugar, mais “autoridades” perderem tempo em Fórum para discutirem questão agropecuária num pífio relatório, é demais!