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By tecnicoemagropecuaria.blogspot.com

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2 de abril de 2011

Resposta aos comentários sobre o "posting" anterior: Taquaraçu de Minas e a qualidade do leite.


Pequeno protudor - Taquaraçu de Minas - 2010

Em uma ocasião, em aulas da disciplina Processamentos de Produtos de Origem Animal, a Mestra Claudete Pereira, nos apresentava toda a legislação que regiam ou regulamentavam as questões dessa disciplina. Lembro uma frase até hoje, disse ela: Melhorar a qualidade do leite não é uma opção, é um compromisso de quem produz. Cada um de nós deve fazer a sua parte, é um dever.
Acreditamos, que ela queria nos chamar a atenção da realidade do campo no que concerne a esses deveres. E dentre os variados assuntos, nossa mestra, não fugia da realidade do campo, e passava para nós, “futuros técnicos”, que deveríamos nos atentar de todas as realidades: se observadores, fazer comentários quando oportuno e aplicar os nossos conhecimentos quando necessário, mais, sempre nos preceitos das leis.
Aquele compromisso de quem produz, fugia, talvez, não na a aplicação da lei, mais para quem não conhece ou de quem não é orientado para aplicar. Essa preocupação nos acompanha sempre, mesmo não tendo o compromisso de aplicar, pois, muitas das vezes temos que fechar os olhos para todas as realidades do campo. Quando se fala na qualidade do leite, automaticamente vem a cabeça a tal IN 51, e fugimos de todas as realidades, mais não fechamos os olhos. E é assim sempre.
Daí ,para a frente, passei a ser observador dessas realidades, e quando chegamos no campo e vemos que a produção, identidade e qualidade do leite tipo C, ainda é preocupante, devido, simplesmente, a falta de orientação técnica por parte dos órgãos que deveriam, não multar ou apreender produtos, mais fazer a devida orientação e apoiar o pequeno produtor, para as adequações e oferecer um produto seguro e de qualidade.
A Instrução Normativa nº 51, desde sua publicação em 2002, a produção de leite no Brasil passou por várias etapas, com mudanças e adaptação, que terá neste ano de 2011 o fechamento do ciclo, onde quem não se adaptou corre o sério risco de sair do mercado. O pequeno produtor se adaptou? Acredito que não. Pois, basta ir a campo, para sentir a realidade da falta de logística, por exemplos, colocar a produção em risco, devido as péssimas condições das estradas, onde o transporte não consegue buscar o leite; instalações precárias ou por não se sabedor de suas obrigações legais.
Quando publicamos no post anterior, sobre as nossas andanças nas Minas Gerais e comentamos sobre a qualidade de leite de um pequeno produtor em um município mineiro, recebemos e-mails, contestando a nossa opinião, o interessante, que nenhum veio daquele município citado. Não respondi nenhum individualmente, pois não vinham de órgãos ou entidades que tratam do assunto. Um dos e-mails diz: “os produtores estão cientes de suas obrigações e estão cumprindo”. Ora, em nenhum momento aqui, quis dizer ou generalizar quem não procede ou cumpri suas obrigações.
Nos atentamos, para realidades existentes e que não são divulgados. Não temos o poder de apontar a existência de irregularidades ou o comprometimento da sanidade animal das regiões produtoras, apenas citamos um exemplo do que vimos e mostrando a nossa preocupação, afinal, também somos consumidores. Este blog, continuará a postar as suas opiniões e no próximo "posting" finalizaremos as nossas andanças em Taquaraçu de Minas, não temos que provar nada, e sim, a quem possa interessar. Abaixo fotos de locais diferentes, com as mesmas realidades e épocas diferentes.
Nos comentários da mestra, aprendemos: ser observador sempre, nos preceitos das leis, por isso seguimos os caminhos do leite.
Pequeno produtor - Norte fluminense do Rio de Janeiro - 2008

Pequeno produtor - Norte fluminense do Rio de Janeiro - 2009

Essa foto é de 2003