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By tecnicoemagropecuaria.blogspot.com

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6 de fevereiro de 2011

Cemitério dos Passarinhos (idealizador Pedro Paulo Bruno) Ilha de Paquetá


 
Cemitério de passarinhos - Ilha de Paqueta

Vejam as demais fotos no final do texto:

A “marcha fúnebre” são os próprios pássaros que sobrevoam os arbustos no local, que cuidam da trilha sonora. Os passarinhos gozam desse prestígio, onde são tratados com tal carinho e afeto que mereceram até um cemitério próprio. O cemitério exclusivamente de passarinhos, localizado na Ilha de Paquetá (Baía de Guanabara) no Rio de Janeiro, é o único no mundo, onde são respeitosamente sepultados os pássaros. O Cemitério de passarinhos, ao contrário do que muitas fontes descrevem, afirmando que ninguém sabe exatamente quando ele surgiu, foi idealizado em 1915 por seu fundador Pedro Paulo Bruno, um nascido e ilustre morador da Ilha de Paquetá.
Pedro Bruno nasceu na Ilha de Paquetá em 14 de outubro de 1888, e desde menino, seu brilhante espírito manifestou interesse pelas artes. Gostava de poesia, música e canto lírico, desenho e pintura, escultura, enfim, tudo que era expressão de belo do gênio humano e da natureza. Dotado de uma sensibilidade artística comparável a dos maiores artistas da história universal. Sobre os pássaros dizia:

- Na garganta de um pássaro que canta, há sempre o espírito imortal de um poeta.

- Pássaros de minha Ilha: ouço no teu canto a voz dos poetas do meu Brasil.

O artista Pedro Paulo Bruno
Dentre os seus projetos, iniciativas e belíssimas obras de Pedro Bruno, estão o planejamento artístico e paisagístico do Cemitério de Paquetá (de humanos), transformando-o num verdadeiro jardim. Ali plantou uma série de espécimes de plantas nativas e esculpiu diversas esculturas. A Capela do Cemitério também é de sua autoria. Ali deixou dois quadros seus: Jesus Cristo no Calvário e São Francisco de Assis falando aos Pássaros. Anexo, no mesmo espaço, está o cemitério de passarinhos e aves em geral, com 24 minúsculos túmulos, que têm 40x30cm por fora e mede 20x10cm por dentro.
Um belíssimo recanto ajardinado e ornamentado de esculturas, destacando-se a que retrata a tristeza de um pombo, ao lado de sua companheira morta. Um espaço que desperta atenção e curiosidade, o cemitério de passarinhos de Paquetá é assim, com imagens barrocas de anjos que dão lugar a esculturas de pássaros como as peças "O pássaro abatido" e "O pouso do pássaro cansado".
O Cemitério dos Pássaros na Ilha de Paquetá, fica na Rua Joaquim Manoel de Macedo, assim batizada em homenagem ao autor de ‘A Moreninha’, romance pioneiro do Romantismo brasileiro no século XIX,  é um espaço público, não é um local abandonado como afirmam algumas fontes. Ao longo dos anos é mantido e conservado por moradores voluntários, como Dona Maria Félix de Souza e outros, que nunca cobraram nada para sepultar os passarinhos e nem para cuidar dos seus pequeninos túmulos e atualmente, é administrado pela Concessionária Santa Casa da Misericórdia do Rio e Janeiro.
Como os pequenos corpos dos pássaros se desintegram mais rapidamente do que os dos homens, é que provoca a alta rotatividade nos sepultamentos, o que permite “Cobrinha”, o atual funcionário, colecionar histórias do local. “Ouvi dizer que teve uma senhora que trouxe um papagaio que vivia com ela uns 25 anos. Depois vinha para visitar e trazia flores, como se fosse um parente”; “Teve outro que trouxe um passarinho e ficou o dia todo chorando”.
E para maior autenticidade, a vizinhança dos dois “Cemitérios” de Paquetá faz com que se deitem, lado a lado, os homens e os pássaros. Com inúmeros bebedouros de barro, donde os passarinhos vem em busca de água fresca para a sede e para o banho e, assim, trazem a consequência natural dos seus gorjeios, a paz de seus “moradores”, como era da vontade de seu idealizador e fundador Pedro Paulo Bruno, que desapareceu fisicamente no dia 2 de fevereiro de 1949.

O Cemitério desperta curiosidade de crianças e adultos