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By tecnicoemagropecuaria.blogspot.com

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10 de junho de 2013

Estrada Real - Novas andanças

Esposa do autor do blog e Dona Beatriz
São fascinantes os caminhos e descaminhos da Estrada Real.  Um olhar mais atento nos permite perceber a maneira com que os povos ao longo da “rica” estrada, perpetuaram o ritmo de vida secular, diferente, talvez, na essência do que acontece nos grandes centros de nosso imenso país. Percebemos isso, já no planejamento de nossa próxima jornada, que é percorrer a pé os 160 km do Caminho do Sabarabuçu, um prolongamento do Caminho Velho.
Logicamente não temos a presunção de nos comparar aos afamados viajantes e naturalistas. A tradição do uso da Estrada Real como principal dos caminhantes, iniciou lá no século XVIII. Esses viajantes, naturalistas, tinham olhares atentos e curiosos, utilizavam os seus conhecimentos acadêmicos para cumprirem missões oficiais. Desses trabalhos, o resultado surpreende até os nossos atuais dias (século XXI). Charles Fox Bunbury, Auguste de Saint-Hilaire, John Mawe, George Gardner, Johann Emanuel Pohl e Spix & Martius são alguns desses afamados que emprestaram seus nomes e nos legaram emocionantes relatos de suas viagens entre caminhos da Estrada Real. Até mesmo o botânico suíço Beat Ernest Leuenberger percorreu trechos da Estrada Real em buscas da cactácea ora-pro-nobis.
Para concluir o nosso próximo livro: “De Iguaçu ao Sabarabuçu – Entre Velhos e Novos Caminhos” será preciso nos aventurar nesses árduos caminhos, para poder trazer e ilustrar toda uma miscelânea de culturas, entre elas a religiosidade e os hábitos alimentares, bem como, colher saberes da simplicidade do manejo da agropecuária e agroecologia em pleno século XXI.
Sabemos que não são caminhos tão árduos como outrora, feito pelos bandeirantes, que atravessaram serras íngremes, cortaram perigosas florestas, transportando riquezas através dos rios e pântanos, formando vilas e arraias que se tornaram lindas e históricas cidades.
Logicamente encontraremos simpáticas figuras, que não economizam sorrisos para nos receber, como da restauradora de obras de arte Dona Maria Beatriz Luz (foto) da cidade de Sabará, que ilustra a simpatia até mesmo com a luminosidade de seu sobrenome, que nos ensina muito mais que matérias disciplinares em bancos acadêmicos. Certamente há outros, mas com perfis mais comuns, que não são difíceis encontrá-los.

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Assim deverá ser nossas novas andanças pelas gerais.