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By tecnicoemagropecuaria.blogspot.com

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19 de outubro de 2011

ORA-PRO-NOBIS – A carne de pobres (O livro)

Angú com carne moída (Foto de João Felix/Rio)


Tenho recebido alguns e-mails contestando o provável ineditismo do livro “ORA-PRO-NOBIS – A carne de pobres”. Esse fato não tem nos preocupado e nem foi a nossa intenção, no entanto, cabe aqui esclarecer, que a verossimilhança é possível, em relação a outras obras escrita e que tenha caráter popular e linguagem simples, mais que na verdade, não tivemos a oportunidade de encontrar e apreciar estas. Cabe aos que contestam citarem e divulgarem nomes das obras e seus autores, no que valorizaria as obras existentes e que não estão nas bibliotecas ou mídias. Outro fato, que também cabe esclarecer, que “ORA-PRO-NOBIS – A carne de pobres”, não é um livro de receitas, por isso, está no item (link) “Agropecuária” e não em “Culinária”, no portal do CLUBE DE AUTORES.

A inspiração para escrever o livro, prendeu-se ao fato, da carência de escritos populares que abordem assuntos exclusivamente da planta Ora-pro-nobis (Pereskia aculeata), se não, escondido em artigos com linguagem científica, que a maioria da população não tem acesso, até porque, muitos estão contidos na mídia digital (arquivo em pdf. ou opiniões de blogs e sites com conteúdos culinários), inclusive, não intendem o contexto dos escritos com termos técnicos e que alguns estão em outras línguas: inglês e espanhol, além de não terem acesso à tecnologia digital (internet).

A justificativa é notória, pois tivemos dificuldades para encontrar em um único espaço (livro), assuntos que falem exclusivamente dessa planta, que é usada na alimentação no interior mineiro, que vem despertando interesse gastronômico e progressivamente pela comunidade cientifica, e no momento, a existência do vegetal está contida tão somente e atrelada em “causos’ e lendas não comprovadas, mais que valoriza e engrandece a cultura de um povo, sobre tudo, na cidade de Sabará, região metropolitana de Minas Gerais.

O real interesse para pesquisar a planta ora-pro-nobis, no inicio, foi buscar escritos que contivessem dados sobre o uso desse vegetal para a alimentação animal, esse era nosso interesse na pesquisa e não encontramos. Mais diante de tantos fatos e autores, foi despertando interesse em outras leituras, onde surgiam figuras e locais históricos, que não podíamos deixar de citar.

Exemplos que nos inspirou, estão frases, populares e cientificas que citam a Ora-pro-nobis, como:

Os grandes inventos da pobreza disfaçada...”, num fragmento na obra Estórias da Casa Velha da Ponte, de CORA CORALINA;

“hortaliças não convencionais, são cultivadas de forma marginal e rudimentar” (KINUPP, 2006);

a cultura de hortaliças, passou a ter grande importância na formação da base alimentar e cultural brasileira e o cultivo de algumas, ainda hoje, estão apenas associado a populações tradicionais, que para EYZAGUIRRE et al. (1999) e IPGRI (2006), definem como “culturas negligenciadas” (aquelas cultivadas primariamente em seus centros de origem) ou “culturas subutilizadas” (aquelas que já foram largamente utilizadas e que caíram em desuso devido a fatores agronômicos, genéticos, sociais, culturais ou por desinteresse econômico)".

Logicamente, não poderiamos deixar de dar atenção as literaturas sobre os hábitos alimentares, desde o Brasil colônia, mais que não cabia nos alongar, diante de tantos e belos escritos sobre o tema, como por exemplo: “a de que no século XVII, a descoberta de metais preciosos na colônia não melhorou as condições de alimentação do brasileiro. As levas de homens em direção às Minas Gerais apenas deslocaram os problemas da costa para o interior. Com o aumento vertiginoso da população, aquela região enfrentou um grave desabastecimento, que resultou numa alimentação pobre e deficiente”.

Em tempo ainda, justifico, o provável INEDITISMO de ORA-PRO-NOBIS – A carne dos pobres ( O livro), viria valorizar muito mais o trabalho dos professores da Instituição de Ensino, do qual sou oriundo (ex-aluno), que é o CTUR/UFRRJ, pois foi por influência deles, com interdisciplinaridade e transdisciplinaridade (contida na grade curricular), que passamos a entender o que são temas transversais, fazendo-me ser capaz (mesmo sem formação pedagógica) de buscar e abordar a pluralidade cultural em um simples vegetal, que no momento, permanece “detido” em valor cultural de uma única região.

E para fechar aqui a nossa justificativa, mostramos preocupação com a “educação” de dois de meus netos, que são mineiros natos e estudantes de ensino fundamental na Cidade de Sabará, que sequer ouviram dos professores, em aulas de História, mesmo em pequenas abordagem, assuntos que valorizem as suas raízes culturais, estampado em um simples prato de “angú com ora-pro-nobis”.

Coelho com ora-pro-nobis (Foto de Claudio Olivier/PR)



João Felix Vieira

Autor desse Blog e do Livro ORA-PRO-NOBIS: A carne de pobres

Disponível em: https://www.clubedeautores.com.br/book/144184--ORAPRONOBIS#.WcJoBPOGPZ4