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By tecnicoemagropecuaria.blogspot.com

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16 de maio de 2011

Tração animal – resposta para os comentários


Foto tirada no Texas - USA, por Richard Rowan - 1989

Não terminado ainda, a série sobre Novas Andanças-Tração animal, e mais uma vez estamos interrompendo para responder os e-mail’s recebidos. No inicio da série, já justificamos a nossa visão sobre a importância econômica e cultural do uso de equídeos utilizados como força motriz. Justificávamos também, não ser especialista para discutir aspectos jurídicos, sociais e pedagógicos sobre o tema. Para aqueles que se manifestaram contrários ao assunto, com seus comentários, sejam no mínimo, descentes em divulgar o nome e sua formação, para que a opinião seja publicada e respeitada.
Este blog é público, e diante dos conteúdos tornou-se fonte de interesse estudantil. Não somos porta-vozes de oprimidos ou daqueles que se descartam da sociedade, não escrutamos e não divulgamos assuntos que não sejam próprios e que não vá além de nossa formação (ensino médio técnico). Não temos o poder de deferir ou indeferir opiniões, somos defectíveis, por isso, temos afeição a todos que acessam este blog e que tecem também as suas opiniões, por tanto, o respeito deve ser recíproco.
Como reposta, não vejo nenhum defensor (nem apresentam soluções), além de só contestar, a aceitar que nos dias de hoje, a exploração de animais de tração pode ter decorrido das desigualdades sociais que gerou e gera pobreza. Estes, que não aceitam a tese de que esse produto é cultural e resultado de um sistema público educacional falho; que ao longo de mais dois séculos, não alcançou a todos, sobre tudo, os desafortunados; que isso poderia ter sido combatido e resolvido, se justa a distribuição de renda; se interesses e programas de governos fossem sérios; que os “ratos” não roessem os cofres públicos deste a colonização; que fosse ofertado ao homem marginalizado à possibilidade de participar dignamente do mercado de trabalho, resgatando-lhe a cidadania perdida e diminuindo, consequentemente, os índices de exclusão social.

Ninguém tem o direito de julgar os atos falhos do homem, mesmo que estes atos se tornem cultural numa sociedade. Ao mesmo tempo que oprimia com trabalho escravo a sua própria espécie, valorizavam e acariciavam os seus animais. Fizeram fortunas com as opressões, os atos falhos ainda não foram corrigidos e tornando-se históricos.
Muitos que contestam aqui a nossa opinião, estão agora se escondendo atrás de uma ONG, gabinete ou escritório, já pensando no final de semana, sair das mansões e ir para suas fazendas ou de um amigo em carros de luxo, ansiosos para cavalgar em caríssimos alazões e depois almoçar um bom churrasco, sem levar conta de que, mesmo com suas fortunas, sem os seus serviçais capacitados ou não e maus remunerados, nada teria sentido, inclusive suas opiniões.

Foto tirada em Goulimine - Marrocos, por Kate Bader - 1989

Os afortunados por seus intelectos:

"Eu tenho pelos animais um respeito egípcio. Penso que eles têm alma. Ainda que rudimentar, e que eles sofrem conscientemente as revoltas contra a injustiça humana. Já vi um burro suspirar como um justo depois de brutalmente esbordoado por um carroceiro que atestara o carro com carga para uma quadriga e queria que o mísero animal o arrancasse do atoleiro" (José do Patrocínio - 1854-1905) - citação de João Guimarães, no livro "Patrocínio, o abolicionista", Edições Melhoramentos, São Paulo, 1967.

A mulinha carregada de latões
vem cedo para a cidade
vagamente assistida pelo leiteiro.
Pára a porta dos fregueses
sem necessidade de palavra
ou chicote.
Só não entrega ela mesma a cada um o seu litro de leite
para não desmoralizar o leiteiro.
Sua cor é sem cor.
Seu andar, o andar de todas as mulas de Minas.
Não tem idade – vem de sempre e de antes –
Nem nome: é mulinha do leite.
É o leite, cumprindo ordem do pasto.
(Poema de Carlos Drummond de Andrade)

Foto tirada em Seropédica - Brasil, por Valter Barbosa- 2004

Estamos prontos para o trabalho. Branquinha, Beleza e Mestiço pastaram e comeram as suas rações, já estão no ponto esperando os passageiros. Eu ainda estou de jejum, nessa vida também sou passageiro e não estou pronto ainda para a viagem.
(Palavras de um charreteiro do município de Queimados)