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By tecnicoemagropecuaria.blogspot.com

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10 de setembro de 2008

MINHOCULTURA








(instalações com novos recursos ou simples, conforme ilustram as fotos)
As minhocas tem uma longa história associada ao ser humano. Os egípcios, na época dos faraós, associavam a terra fértil aos processos de inundação do Rio Nilo e as atividades das minhocas. As utilizavam inclusive em cerimônias culturais. As minhocas foram lembradas também por Aristóteles, que as chamou de “intestinos da terra”.
Mas muitas outras atividades são desenvolvidas com elas como a minhocultura, onde se transformam resíduos orgânicos em húmus, um adubo orgânico para hortas e jardins. Os pássaros, peixes e até alguns indígenas consomem as minhocas como alimento aproveitando os 70% de proteína existentes em sua composição. E os chineses as utilizam também para compor produtos farmacêuticos.

Objetivos da criação

A minhocultura é a única atividade agro-zootécnica que mensalmente dá ao produtor, colheitas de dois produtos: a minhoca (carne) propriamente dita e o seu humus. A minhoca é mundialmente criada com as finalidades seguintes: - Pesca, como isca; - Composição de farinhas protéicas para diversos fins; - Indústria farmacêutica para fabricação de medicamentos; - Agricultura, recuperação de solos áridos; - Transformação de resíduos orgânicos industriais, ecologia; - Transformação de restos orgânicos agrícolas, sobras de culturas; - Transformação de restos urbanos: esgoto e lixo; - Alimentação animal, (minhoca viva ou em ração) para: aves, rãs, peixes, camarão, suínos, eqüinos, bovinos, etc...; - Alimentação humana.
A minhocultra utiliza vermicompostagem, que é a utilização de minhocas no processamento de restos orgânicos (lixo doméstico, estercos, restos vegetais, etc.), transformando-os em adubo a ser utilizado no solo. O produto resultante é chamado de vermicomposto ou húmus de minhoca.
Por ser uma tecnologia de baixo custo, a vermicompostagem é adaptável à pequena produção. O interesse por essa técnica é observado tanto no meio rural quanto nas cidades, já que a atividade não exige muito espaço.
Espécies: Das 4 mil espécies de minhocas conhecidas, apenas 3 são cultivadas para fins comerciais.
a) Eisenia Foetida: Popularmente conhecida como “Vermelha da Califórnia”, a mais utilizada para iniciantes e pequenos produtores.
b) Lumbricus Rubellos: São encontradas nos montes de estercos.
c) Eudrilhos Eugeniae: Que é a “Gigante Africana”, que esta em alta moda e tem excelente aceitação
Reprodução: As minhocas são hermafroditas, ou seja, o mesmo individuo tem dois órgãos sexuais mas não se auto fecundam. Precisam de outro parceiro para se reproduzir. Ficam sexualmente maduras aos 40 dias de idade e reproduzem-se durante todo o ano. O acasalamento dura um período de uma a duas horas, as duas minhocas ficam fecundadas e põem de 1 a 20 ovos. A postura é feita de 5 em 5 dias, cada minhoca produz 500 filhotes por ano. E a capacidade reprodutiva dura a vida toda, tendo ela 10 anos de vida, o ovo fertilizado eclode com 28 dias.
Alimentação: a matéria-prima mais usada é o esterco bovino curtido “estrume”, porém deve ser de boa procedência e não apresentar contaminação pela presença de predadores; como também a de amônia, proveniente da urina de animais ou por resíduos de outros produtos.É aconselhável que o agricultor tenha sua própria matéria-prima.
Cobertura: o canteiro deve ser coberto por uma camada de 5 a 10cm de palha seca para manter a humidade e a escuridão, essenciais à criação de minhocas, que não podem receber luz solar.
Temperatura: a temperatura interna do canteiro ideal, para criação da espécie vermelha da Califórnia situa-se na faixa de 16º a 22ºC.
Humidade: a humidade do material deve ser em torno de 60%, mantidas através de regas em dias alternados.
Na minhocultura (criação de minhocas), vale a criatividade, com instalações simples e pouco investimento. Recomenda-se buscar informações em livros, sites, revistas, periódicos e visitar minhocários, além de consultar técnicos.