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By tecnicoemagropecuaria.blogspot.com

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18 de junho de 2010

A Permacultura

Foto 1: "Dona Biata" (minha mãe Beatriz) - Subsistencia em nosso sítio/1990

Os princípios da Permacultura vêm da posição de que "a única decisão verdadeiramente ética é cada um tomar para si a responsabilidade de sua própria existência e de seus filhos" (Mollison, 1990). Um dos princípios diz: compartilhar excedentes (inclusive conhecimentos).
Criado pelos ecologistas australianos Bill Mollison e David Holmgren na década de 70, ano em que o termo foi cunhado na Austrália, a permanent agriculture, e mais tarde se estendeu para significar permanent culture. A sustentabilidade ecológica, idéia inicial, estendeu-se para a sustentabilidade dos assentamentos humanos. Difundida nesse país onde a agricultura convencional já estava em decadência e mostrava sinais de degradação ambiental e perda de recursos naturais irrecuperável. Bem parecido, apenas com algumas regiões do Brasil de hoje,
Como campo de trabalho, a Permacultura é uma carreira reconhecida internacionalmente em várias instituições de ensino superior. Apesar disso, não é um campo de "especialização" e, sim, de "generalização" (tornar comum, propagar), é o que diz os “especialistas”. O Permacultor utiliza conhecimentos de muitas áreas para fazer sua análise e tomar suas decisões. Mais quem é o Permacultor? Quais análises e suas decisões?
O que nos preocupa na verdade é o modismo, pois alguns “adeptos” nada mais fazem do que se integrar ou criar ONGs e daí tirar proveito do desconhecimento técnico de pessoas em comunidades que já praticam a permanente cultura, naturalmente (sem especialistas); e ai, tentar, não se integrar por consciência ecológica, mais sim, para faturar através dessas “instituições”, apresentando “projetos” mirabolantes de uma atividade que virou moda (para alguns, algo novo). Essa nossa preocupação, tem haver o que vimos em algumas comunidades e assentamentos que tivemos a oportunidade de visitar como técnico, através de uma cooperativa de agricultores do Rio de Janeiro, as maiores queixas era a falta de assistência técnica. Essas comunidades têm grandes conhecimentos da agricultura convencional e com resultados fantásticos, fazem do solo a “ferramenta” de sustentação com preservação. O que assistimos é que “Quanto mais se aproximam da natureza, menos se trabalha”, outro conceito da permacultura. O que falta são projetos com assistência técnica continua, é o que precisa a agricultura familiar, por exemplo.
Vimos projetos de Permacultura, de Agrofloresta, Hortas Mandalas e outros tipos, abandonados, mal assistidos e incompletos tecnicamente. Viam-se claramente desperdício de tempo e dinheiro público, através dos financiamentos oferecidos. O modismo é passageiro!
Mollison imaginou e descreveu o que poderia ser uma transformação, da Agricultura Convencional em uma Permanente Agricultura. Existem mais de cem institutos de Permacultura em todos os continentes, com igual número de nações, e o Brasil vem adotando a Permacultura como metodologia agrícola e, até mesmo, escolas de todos os níveis, estão incluindo como disciplina a Permacultura no seu currículo básico e cada aluno, pode ser, além de técnico, um multiplicador, aplicando os conceitos da Permacultura.
A família rural pode a até ser carente de informações e de recursos para sobreviver sustentavelmente, que conseqüente provocar êxodo rural. Para que isso não aconteça, precisa de assistência, de apoio e respeito, e não de oportunismo, nem tão pouco de modismo. Qualquer que seja o sistema adotado, não acaba definitivamente essas carências, nem com modismo, e principalmente com assistencialismo.
O conceito de agricultura permanente começa a ser entendido e expandido como uma cultura permanente, envolvendo fatores sociais, econômicos e sanitários para desenvolver uma verdadeira disciplina holística de organização de sistemas. Precisamos trazer soluções práticas para o homem do campo. Sabemos que a Permacultura, sem modismo, é uma solução simples que vem de encontro às realidades culturais, sociais e ambientais de cada região. Não há dúvidas que solução sistêmica traz segurança e potencial de desenvolvimento humano sustentável.
A palavra Permacultura é registrada, internacionalmente, como propriedade do Instituto de Permacultura - Austrália. Qualquer pessoa que admita a ética da Permacultura pode utilizá-la no seu dia a dia, o que não aceitamos, é com a única restrição de que o ensino da Permacultura (cursos de curta ou longa duração) só poderá ser ministrado por graduados do Instituto ou por aqueles formados por esses graduados. E aqueles que não foram formados por aqueles? Não pode?
Foto 2 - Subsistencia em nosso sítio/2010
Sei que receberei criticas por nossas opiniões, aqui neste poust, a nossa consciência ecológica, vai além do modismo, afinal, nasci em um país em que a maioria não degrada a natureza e depois adota “sistemas” de quem já esteve em declínio. A nossa cultura ancestral sobreviveu, mesmo quando, outrora, havia a ausência e desconhecimento da ciência moderna.