English French German Spain Italian Dutch
Russian Portuguese Japanese Korean Arabic Chinese Simplified
By tecnicoemagropecuaria.blogspot.com

Procure no blog o assunto

Para pesquisar um assunto de seu interesse aqui no no blog, digite uma palavra chave na tarja branca acima e clique em pesquisar.

18 de abril de 2012

A besta


Um dos fatos que nunca contamos aqui aconteceu em nossas andanças por Minas Gerais. Na ocasião buscávamos informações sobre a planta ora-pro-nobis. Nessas andanças encontramos figuras autenticas que representam a nossa diversidade cultural. E uma das coisas que nos chamou a atenção foi à expressão “essa é minha besta de carga”, expressão essa que não é comum naquele Estado, referindo-se a um burro carregador de bananas. Logicamente não podíamos interromper a deliciosa conversa, pois entre uma fala e outra, comíamos bananas ouro. Também não podíamos concordar que aquele belo animal seria uma besta, não nos competia tecer a nossa opinião.

O Crítico, lexicógrafo, filólogo, professor, tradutor e ensaísta brasileiro, Aurélio Buarque de Holanda, melhor define os verbetes:

Equídeos: Diz-se de, ou espécime dos equídeos, família de perissodátilos que inclui os cavalos, asnos e zebras.
Jumento: Mamífero equídeo, como animal de tração e carga; asno, “burro”, jerico, jegue.

Besta: Quadrúpede, sobretudo o de grande porte

É comum a terminologia e expressões populares, na generalização dos asininos:

“... Asno, burro, jumento ou jegue são nomes vulgares do mesmo animal”.

...“Os cavalos, jumentos e burros, são bestas de carga”.

Ora, o burro é um muar; a generalização na expressão popular e nos dicionários certamente é um equivoco, pois geneticamente, é um animal hibrido originário do cruzamento de duas espécies diferentes: assinino (jumento) e um equino (égua). Portanto, não é o mesmo animal.
Quanto à expressão besta, não nos parece o melhor juízo a referência feita aos nossos admiráveis equídeos.
Aurélio refere-se ao um quadrúpede de grande porte e não faz a referência a um equídeo.
A expressão besta, no sentido bíblico, é figura demoníaca, e não seria justa a comparação com os equídeos.
Besta é figura citada no Apocalipse de São João e sobre a simbologia, ele se diverge. O Apóstolo descreve:

A besta que subiu do mar e como um monstro de sete cabeças e dez chifres; era semelhante ao leopardo com pés de urso e boca como a do leão”.

Quanto à besta que subiu da terra, como monstro de dois chifres; semelhante aos cordeiros e que falava como dragão”

A palavra besta no sentido popular é expressada em algumas regiões brasileiras, sobretudo no nordeste, referenciando aos cavalos e jumentos que muito trabalham e suportando cargas além de seus pesos corporais. Também não seria justa a referência para animais, que muito são úteis ao homem ao longo do tempo. Então seriam divinos e não demoníacos, como a besta.





5 de abril de 2012

Dicas importantes para uma boa aprendizagem (parte II)


 

Antes de iniciamos aqui nossas dicas, queremos dizer que as diatribes expostas em algumas ocasiões, não direcionam e não generalizam as instituições, que por vezes, são mal dirigidas por ineptos, por um determinado tempo. Não existem escolas ruins, e sim, maus e desinteressados alunos. Vivi isso na carne, não por parte da escola frequentada, mais sim da direção dela. Aproveitamos e sujeitamo-nos ao comportamento de um néscio, para mostrar o quanto somos capazes de superar e resistir, mesmo com algumas dificuldades. Logicamente, a maturidade ajudou, e isso, não permitiu que abandonássemos os objetivos. Jovens também podem resistir, com disciplina, se por acaso, um dia tiver a sua frente esses anômalos.

Aqui vão as nossas dicas:

1) Procure não estudar vários assuntos de uma só vez, principalmente no inicio. Isso é extremamente prejudicial, atuando negativamente na sua linha de raciocínio;

2) Faça com que seus estudos tornem-se um hábito (uma obrigação) diário. Não deixe que nada interfira nesse hábito salutar e necessário a você que almeja concluir seu curso com brilhantismo;

3) Não estude por horas a fio. Procure reservar de uma ou duas horas diárias, afinal, você já ficou o dia inteiro na escola. Não seja apressado nos estudos. Cada trecho de aulas não deve ser apenas lido, analise. Escolha local adequado para estudar, bem iluminado e isento de ruídos que possam atrapalhar sua aprendizagem;

4) Alguns professores não são adeptos de escrever na lousa, então preste atenção as aulas. Procure não escrever nada enquanto são explanados os assuntos, ele vai repetir. Dos assuntos apresentados, faça pequenos tópicos e se o professor se alongar, uma boa dica, é interromper com perguntas, mas dentro do assunto, ele vai gostar da sua atenção;

5) Tome o cuidado com palavras balbuciadas. Alguns professores usam dessa “estratégia pedagógica”, com palavras técnicas, para testar a sua atenção. Uma única palavra às vezes, é suficiente para lhe derrotar numa prova ou teste, pois o seu vocabulário técnico deve ser apurado, afinal você vai usá-lo profissionalmente quando formado;

6) Mantenha seus materiais de estudos (apostilas, folhas suplementares com anotações e resumos) bem ordenados, de forma a que qualquer consulta possa ser feita com rapidez. Quando o professor apresentar e lhe oferecer um assunto escrito, primeiramente faça a leitura na integra. Após isso, releia-o enfocando os pontos principais; destaque-os fazendo anotações numa folha em separado. Essa técnica de estudo é recomendável, pois fará com que você memorize e grave com maior facilidade. Isso é importante, ele não só lhe ofereceu os escritos, mas também comentou em aulas e vai lhe cobrar na prova. No dia da prova, seja especifico e sucinto nas respostas, não se alongue;

7) Nunca estude naqueles dias em que suas condições orgânicas forem desfavoráveis, descanse. Sono, cansaço, por exemplo, são fatores que contribuem para que o rendimento escolar seja negativo no dia posterior, você vai dormir em sala de aulas; e se tiver aulas a campo, você não vai render.

Não esmoreça e estude com afinco. Lembre-se que sua aprendizagem depende única e exclusivamente de você, sua boa vontade e perseverança. Mesmo nos cursos bem estruturados, dúvidas, temos certeza, irão surgir. E quando surgirem, não se esqueça que os professores estarão prontos para ajudá-lo, bastando que você os procure.

Essas são nossas dicas. Queremos desejar um bom curso, e o aproveitamento é digno de seu esforço.

4 de abril de 2012

ANDRÉ VOISIN


Nasceu em 7 de janeiro de 1903 em Dieppe, porto marítimo da Normandia (França).

Filho de agricultores herdou o gosto pela terra. Graduou-se em bioquímica pela Escola Superior de Física e Química de Paris, em 1924, de onde saiu para o serviço militar na marinha francesa. Trabalhou numa indústria de borracha, assumindo o cargo de químico industrial de artefatos de borracha.

Depois de lutar na Segunda Guerra Mundial, casou com Marthe Rosine, em 1943.

Terminada a guerra, André Voisin se dedicou a pôr em ordem a fazenda da família, chamada Le Talou, de 130 hectares, propriedade da mãe dele, O sucesso de sua dedicação na propriedade, com o uso da rotação de pastagens, tornou o local um belo ponto de visitas de pecuaristas de vários locais da Europa.

Sua curiosidade de espírito e o desejo contínuo de aprender levaram André Voisin a ler muito. E assim, em forma simples, porém seguro de suas pesquisas, Voisin chegou às conclusões sobre rotação dos pastos e o uso racional de fertilizantes.

A partir de 1951 foi convidado a dar conferências em vários países, entre eles Alemanha, Canadá, EUA, Inglaterra e Irlanda. Em 1957 publicou sua primeira obra de interesse agrícola, chamada Produtividade do Pasto. A partir daí recebeu diversas honrarias internacionais e publicou muitos e importantes livros. Suas obras, escritas em francês, foram traduzidas em vários idiomas.

A Academia de Agricultura, em Bonn, na Alemanha, conferiu-lhe o Título Doutor Honoris Causa. Voisin foi o primeiro a receber esta honra, depois do celebre cientísta Louis Pasteur.
Poucos cientistas no mundo são distinguidos com a honraria da reedição de suas obras tanto tempo depois de sua morte e tanto tempo depois da data inicial de lançamento.

André Voisin, morreu em Cuba, em 1964, durante viagem para ministrar cursos na Universidade de Havana.

Dicas importantes para uma boa aprendizagem (parte I)



Todo o início de ano é comum esse blog receber e-mails de “bixos” (novos alunos) de cursos técnicos de agropecuária ou de agroecologia, de todo o Brasil; fazerem perguntas ou solicitar dicas para se fazer um bom curso nessas áreas especificas. Podemos confessar aqui, que muitas das vezes quando líamos esses e-mails, ignorávamos, tendo em vista que isso não nos competia, diante de nossa não obrigação ou formação pedagógica para tal. Todas as instituições de ensino têm suas grades curriculares definidas e profissionais para as orientações pertinentes.
Repetimos a justificativa da idealização desse site (blog), que foi devido (na época) às carências, inconsistentes e insignificantes fontes de pesquisas no meio digital, ou até mesmo, as dificuldades de encontrar bons livros para o aprimoramento do aprendizado, muitos desses, recônditos em bibliotecas.
Pelas perguntas feitas nesses e-mails, além de mal formuladas e das dúvidas quanto às matérias disciplinares, podemos notar que a maioria são jovens estudantes ou adultos que não tiveram boa freqüência escolar (por vários motivos), ou seja, pela fraca expressão vocabular. Mas isso não vem ao caso, pois, “nós temos” ainda essas dificuldades.
Queremos aqui, esclarecer para esses amigos leitores do blog, que isso pode ser superado e corrigido, mesmo sendo dificultoso. Passamos por isso, e às vezes, essas dificuldades são compensadoras, pois nos permite demonstrar a nossa capacidade de superação. Foi o que fiz, usei a perseverança, pois quando retomei aos estudos, já estava com quase 50 anos de idade e 30 anos de interrupção, nem mesmo, tínhamos concluído o ensino médio. Concluir formação técnica no sistema de concomitância externa e EJA. Fui vestibulando com 49 anos. Aprender, não tem idade.

Quanto às dicas, da nossa parte, para uma boa aprendizagem, opinaremos no próximo post.

Ass. O autor desse blog.

27 de março de 2012

A senzala


Um leitor de Mato Grosso do Sul, adquiriu o livro PERSISTÊNCIA de nossa autoria e nos enviou e-mail perguntando o porquê, na obra, nos referimos a um espaço de aulas práticas como “senzala” e ferramentas como materiais pedagógicos. Na verdade não entendemos a pergunta, pois de forma alguma usamos o vocábulo de forma pejorativa, está descrito lá a razão. Logicamente não podíamos nos alongar com explicações e não foi necessário no texto escrito na obra, formas de interpretação, explicitamente estar justificado, não ofende moralmente e nem relembra a ignominiosa fase vivida por negros na história do Brasil, que foi a escravidão. Lá no texto, não colocamos a palavra com mofa e tivemos o cuidado de usar entre aspas o apodo dado de forma carinhosa aquela instalação usada obrigatoriamente por alunos em aulas práticas de educação agrícola. Quanto aos “materiais pedagógicos” sim, pois, as pás, enxadas, facões, foices, carrinhos de mão, ancinhos e outros utensílios são pedagógicos, pois alguns exigem a capacitação para o uso, bem como, podem fazer parte duma arte ou ofício profissional regulamentado.
A nossa “senzala” é o Campo Agrostológico de um Colégio Técnico, uma instituição de ensino (agrícola e outros) ligado a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. A nossa servidão naquele espaço não se compara ao regime social de sujeição oferecido por séculos e a utilização da força não é para fins econômicos privados e sim educacionais. Todos que passaram por ali, se orgulham e lembram com saudosa alegria uma parte de suas vidas. Dali, da “senzala”, sai anualmente 100% de técnicos formados, desses, a progressão profissional nas áreas de agronomia, veterinária e zootecnia, atingem também bons índices, muitos agora nesse momento, são mestres e doutores, verdadeiros escravos da educação.

Fizemos parte daqueles “servidores” de um carrancudo professor (mais sem semblante sombrio), que deu nome e nos ensinou a buscar nossos anseios. No seu jeito mineiro de ser, profissionalmente, nos proporcionou isso, permitiu que “semeássemos” de alguma forma os nossos sonhos e com certeza “colheríamos” os nossos objetivos.



Tai, a “nossa senzala” carinhosamente citado no livro PERSISTÊNCIA, palavra que consiste de um comportamento que nos permite “abolicionar” de preconceitos.




 
 
 
 
 
 
 
O livro PERSISTÊNCIA  estar disponível em:
http://www.clubedeautores.com.br/book/46675--Persistencia

11 de março de 2012

ANA PRIMAVESI



Falar de Ana Primavesi é tão simples como ela própria. Este blog não teve oportunidades e nem o privilégio sequer de assistir uma de suas inúmeras palestras, no entanto, ao longo de seis décadas de profissão, a Agrônoma Dra. Ana Primavesi publicou livros e foi co-autora de outros de autoria do marido Artur Primavesi; que apreciamos e que nos permiti aqui homenageá-la. O foco comum de seus trabalhos é o manejo ecológico na utilização dos recursos naturais adequados ao clima e ao solo. Para os que tiveram a oportunidade de assistir suas palestras, afirmam que ela não se detém apenas ensinamentos de práticas agrícolas ou em explanações de casos em diferentes regiões, ela mescla assuntos técnicos a análises sobre os desafios de se praticar uma agricultura socialmente justa e ecologicamente correta e nem muito menos dissocia produtividade da preservação do meio ambiente. Na sua visão simplista, para o cultivo orgânico, por exemplo, não é apenas a substituição dos agrotóxicos. “Não adianta trocar defensivos químicos por caldinhos porque eles também podem ser tóxicos”, afirma.

“Conheci” Ana quando aluno do CTUR (Colégio Técnico da Universidade Federal do Rio de Janeiro) em aulas de agroecologia, aplicado pela Professora Dra. Sandra Barros Sanchez. Na época tínhamos que apresentar em seminário um trabalho sobre manejo agroecológico; tínhamos espaço (apenas o campo agrostológico), mais não recursos literários. Então, buscando esses recursos na biblioteca da Rural, me deparei com o livro Manejo Ecológico do Solo, publicado pela primeira vez em 1980, que para muitos tornou-se a bíblia de muitos profissionais das ciências agrárias que procuram seguir princípios da agricultura ecológica em regiões tropicais.
Além de apresentarmos um belo trabalho estudantil em seminário (baseado nessa obra citada), nos apaixonamos por outros trabalhos publicados por essa austríaca de família de agricultores, do vilarejo de St.Georgen Ob Judenburg (sul da Áustria).
Essa notável senhora com mais de 90 anos, sempre demonstrou a sua forte ligação com a natureza o que fez ir na contramão das técnicas estabelecidas e procurou sempre se guiar pelos sinais que o solo oferece, no que permitiu, inspirado através de seus trabalhos, ser responsável pela formação de gerações de profissionais das ciências agrárias, cujo princípio básico é adequar a produção agrícola ao respeito de cada agroecossistema.

A superfluidade de palavras seria exagero, para ilustrar aqui Ana Primavesi, por sua importância para a ciência, hodierno e porvir.

3 de março de 2012

Anemia infecciona Equina

A AIE é uma enfermidade classificada pela OIE como grave, causadora de enormes prejuízos e alvo de controle internacional, ou seja, é doença de notificação obrigatória, integrante do Programa Nacional de Sanidade Eqüídea (PNSE) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), e cujo combate libera as barreiras de exportação, com significativa importância econômica (CDA, 2007).
O vírus é transmissível a todos os equídeos, sem que haja qualquer preferência por raça, sexo ou idade. É encontrado em quase todos os países do mundo, exceto na Antártica, e sua frequência tem aumentado a cada dia. No Brasil o problema ainda continua atingindo proporções preocupantes no Pantanal do Mato Grosso e na Ilha de Marajó, devido, as características geoclimáticas dessas regiões (THOMASSIAN, 2005).
Os insetos vetores responsáveis pela transmissão do vírus da AIE são todas as grandes moscas mordedoras, como Stomoxys calcitrans (mosca-dos-estábulos), Chrysops sp. (mosca do cervo) e Tabanus sp. (mosca-do–cavalo). A transmissão é mecânica, o vírus não se replica nos insetos (THOMASSIAN, 2005).
Os programas de controle, baseados nesse sistema de teste e abate, estão sob pressão por causa da visão dos proprietários dos animais, de que muitos animais assintomáticos com infectividade muito baixa estão sendo destruídos desnecessariamente (RADOSTITS et al., 2002).
A AIE não é uma zoonose, portanto não representa risco à saúde pública. Os únicos afetados são os equídeos, o que traz por consequência, repercussões negativas de ordem econômica, social e até afetiva para os criadores.

 
Leia tudo dobre a AIE

Disponível em: http://blog.ourofino.com/tag/equideos/

5 de fevereiro de 2012

FRANCISCO FREIRE ALLEMÃO DE CYSNEIROS - O Frei Alemão


FRANCISCO FREIRE ALLEMÃO DE CYSNEIROS

Filho de lavradores da região da Serra do Mendanha, Francisco Freire Allemão de Cysneiros nasceu fevereiro de 1797, numa antiga fazenda situada na freguesia de Nossa Senhora do Desterro de Campo Grande (atualmente zona oeste da cidade do Rio de Janeiro). Faleceu em 11 de novembro de 1874, no mesmo local de nascimento. Seus estudos sobre espécies vegetais do Brasil eram enviados à Europa, e muitos lhe conferiram a fama de "primeiro fitografista da América do Sul" (GAMA, 1875, p.71). Em estudos botânicos, fez descrições de plantas raras brasileiras;

Sua produção intelectual é inúmera, que seria impossível descrever todas aqui. Citamos apenas algumas, tais como:

- Cana-de-açúcar. Investigações da sua introdução no Brasil. Conferência pronunciada nasal do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, 16 de maio de 1856". Rio de Janeiro: Tip. Serv. Inform. Do Ministério da Agricultura, 1929.

- O cafezeiro (caffea arabica, Lin.). maio de1856.

- Anomalias na inflorescência do milho (Zea Mays). Revista Brasileira, III, p.6-7, 1869.

Em sua trajetória profissional, Frei Allemão, segundo historiadores, por não possuir os recursos financeiros necessários para dedicar-se à carreira científica, inicialmente tornou-se sacristão. Outros, dizem, que seu pai alistou-o numa milícia (segunda linha), para evitar que ele fosse recrutado para as sangrentas lutas que ocorriam na província da Cisplatina em 1801. Sua mãe, insatisfeita com tal solução, teria solicitado ao padre Luis Pereira Duarte que o aceitasse como sacristão e assim pudesse retirar-se do serviço de militar, ocorrido mais tarde. Freire Allemão aprendeu a gramática latina. Ingressou no Seminário Episcopal São José, na cidade do Rio de Janeiro, em 1817, onde teve lições de história da Igreja, teologia moral e dogmática, grego, francês, inglês, espanhol, hebraico, latim, tendo inclusive, participado de cursos de física e mecânica. Tendo Luis Pereira Duarte, como seu protetor,
Para conseguir meios de sustento, decidiu pelo abandono da carreira sacerdotal, onde proferiu aulas particulares de latim, para meninos, e de primeiras letras para moças.
Após a dispensa militar, retornou a cidade do Rio de Janeiro. As dificuldades de ordem financeira o impediam de ingressar em uma escola de medicina e em face da situação, seu irmão mais velho Antônio, de mesmo sobrenome, que cursava o segundo ano da Academia Médico-Cirúrgica do Rio de Janeiro, ofereceu-lhe ajuda financeira e também os primeiros ensinamentos de osteologia.
Em 1822 ingressou na Academia Médico-Cirúrgica do Rio de Janeiro, onde diplomou-se como cirurgião-aprovado, em 1827. Freqüentou a Université de Paris, a convite do Governo francês, quando foi aluno do químico Jean-Baptiste Dumas e do naturalista Georges Léopold Chrétien Frédéric Dagobert, o Barão Cuvier. Doutorou-se em medicina na Faculte de Médecine de Paris, em 1831, com defesa da tese intitulada "Dissertation sur le goitre".
Estudou botânica e zoologia médicas (1833-1853) da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, sendo jubilado em 1853. No curso de botânica médica e princípios elementares de zoologia apresentava lições teóricas orais com demonstrações práticas com espécies vegetais e também proporcionava aos alunos excursões botânicas pelo Rio de Janeiro (SANTOS FILHO, 1991).
Atuando também na politica, foi suplente de deputado pela Assembleia Legislativa Provincial do Rio de Janeiro, na 1ª legislatura (1835-1837).
Foi designado como médico da Imperial Câmara em 1840, tal indicação decorreu do fato por ter conseguido curar o Imperador Pedro II de uma enfermidade.
Integrou a comitiva imperial (1843), encarregada de acompanhar a vinda, de Nápoles ao Rio de Janeiro, da noiva do Imperador Pedro II, a então princesa D. Teresa Cristina, irmã de D. Fernando (Rei das Duas Sicílias). Posteriormente foi professor de botânica das princesas Isabel e Leopoldina.
De 1858 a 1866 foi professor de ciências físicas e naturais na Escola Central, onde lecionou a cadeira de botânica, tendo recebido o título de major, como determinava o regulamento daquela instituição. sendo admirado por seus alunos.
Foi presidente e chefe da seção botânica da Comissão Científica de Exploração (1859-1861), proposta pelo Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, que era composta de naturalistas e de engenheiros e tinha como objetivo a exploração científica das províncias do norte e nordeste do país. Esta Comissão, que ficou conhecida como "Comissão das Borboletas", foi concretizada pela Lei de Orçamento e Despesas para os anos de 1857 e 1858, e organizou-se por seções: Botânica (Francisco Freire Allemão de Cysneiros), Geológica e Mineralógica (Guilherme Schüch de Capanema), Zoológica (Manoel Ferreira Lagos), Astronômica e Geográfica (Giacomo Raja Gabaglia), Etnográfica e Narrativa da Viagem (Antônio Gonçalves Dias).
A Comissão deixou o Rio de Janeiro em janeiro de 1859 e percorreu o Ceará, Piauí, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte, tendo sido chefiada por Manoel Ferreira Lagos. Nesta viagem Frei Allemão teve a seu lado, Manoel Freire Allemão, seu sobrinho. No Ceará foram colhidas 20.000 amostras de plantas, e muitas destas amostras, assim como instrumentos e outros materiais, foram incorporados ao acervo do então Museu Imperial e Nacional, no Rio de Janeiro.

Frei Allemão participou de diversas associações profissionais e sociedades médicas, tendo feito parte do primeiro quadro da Sociedade de Medicina do Rio de Janeiro, posteriormente denominada Academia Imperial de Medicina, da qual foi presidente em duas ocasiões (3º trimestre de 1832; 1838-1839). Foi sócio do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, da Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional e da Sociedade Philomatica, membro honorário do Imperial Instituto Médico Fluminense, fundador e presidente da Sociedade Vilniana do Rio de Janeiro (1850-1856), e presidente da Sociedade Valenciana. Presidiu, em 1874, a comissão de botânica e zoologia do Instituto Farmacêutico do Rio de Janeiro.
Foi fundador e presidente da Sociedade Velosiana de Ciências Naturais, cuja sessão preparatória realizou-se, em 27 de julho de 1850, no Museu Imperial e Nacional, e teve sua sessão de abertura no dia 18 de outubro do mesmo ano. Esta associação foi idealizada por ele, com a idéia de reunir naturalistas na capital do Império, para estudar todos os objetos pertencentes à história natural do Brasil. Segundo Maria Margaret Lopes (1997), seu rigor científico e sua compreensão sobre o quadro das ciências naturais no Brasil, o teria levado a restringir, inicialmente, o número de sócios, incorporando somente aqueles que tenham produzido trabalhos originais nos campos da zoologia, botânica e mineralogia. A Sociedade Velosiana de Ciências Naturais era organizada por comissões permanentes, de mineralogia, de zoologia, de língua indígena, e de botânica, da qual ele próprio participava.
Em 1866, presidiu a comissão, da qual participavam Ladislau de Souza Mello Netto e Custódio Alves Serrão, destinada ao estudo e classificação de vegetais para o pavilhão brasileiro na Exposição Universal, a realizar-se em Paris no ano seguinte.

Em 10 de fevereiro de 1866 foi nomeado diretor do Museu Imperial e Nacional, cargo que ocupou até o ano de 1870, embora problemas de saúde o tenham afastado desta função em alguns momentos.
A fitografia, a histologia e a fisiologia vegetal foram, por mais de meio século, objetos de seus estudos e descobertas, especialmente as plantas dicotiledôneas. Era um ótimo desenhista, e realizou inúmeras herborizações, durante as quais observava cuidadosamente todos os detalhes, calculava a altura do tronco, media sua circunferência, e indagava a respeito do nome vulgar e das propriedades. As amostras colhidas eram analisadas, e caso fossem de espécies desconhecidas nos anais da fitografia, procedia com todos os procedimentos necessários para a apresentação de um tipo novo.

Francisco Freire Allemão de Cysneiros descreveu muitas plantas, sendo que muitas destas conservam o nome dado por ele e criou numerosos gêneros.
Frei Allemão, cunhou o nome científico a 45 tipos da flora brasileira. Segundo Maria Margaret Lopes (1997) muitos destes tipos novos foram admitidos na "Flora Brasiliense", de Karl Friedrich Philipp von Martius, alguns foram incorporados como sinonímias e vários se mantiveram até os dias atuais.

4 de fevereiro de 2012

Informativo a todos os Técnicos Agrícolas do Brasil


A Lei 12.514 de 2011, legaliza cobrança das anuidades dos Conselhos.

A partir de Janeiro de 2012, todos os Conselhos de Fiscalização profissional, estão autorizados por Lei a cobrar suas anuidades, dentro dos limites fixados pela Legislação aprovada pelo congresso Nacional e sancionada pela Presidente Dilma Roussef.
O CONFEA no final do ano passado aprovou em Plenário a majoração dos valores das anuidades para 2012, através da Resolução nº 528 que estabeleceu os valores de R$ 350,00 para os profissionais universitários e de R$ 175,00 para os profissionais de nível médio. Representou um aumento de aproximadamente 36%, sendo que para os Técnicos Agrícolas que pagavam valores menores definidos pela Justiça, esse aumento foi ainda maior.
Portanto, para esse ano de 2012, os efeitos das sentenças judiciais em favor dos técnicos deixam de ter eficácia. Todos pagarão iguais valores fixados pelo CONFEA-CREA e dentro da limitação imposta pela Lei nº 12.514/2011.
No início deste ano a Confederação Nacional das Profissões Liberais (CNPL), protocolou no Supremo Tribunal Federal, a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 4697) contra parte da LEI nº 12.514/2011 que trata das contribuições devidas aos conselhos profissionais. Sob o argumento de que a norma viola o artigo 149, caput, da Constituição da República, que trata da competência exclusiva da União para instituir contribuições dessa natureza, e o artigo 146, inciso III, que remete à lei complementar a fixação de normas federais em matéria tributária. Portanto, a CNPL pede que o STF declare inconstitucionais os artigos derivados de emenda parlamentar.
Aguardem até o último prazo para quitar sua anuidade junto ao CREA, pois talvez a CNPL tenha sucesso na ação judicial e beneficie a todos os profissionais que tem registro nos Conselhos Profissionais.
A Lei 12.514/2011 estabelece valores absurdos aos profissionais, entretanto enquanto o STF, não julga a ADI, temos de pagar, sob pena de estarmos no exercício ilegal da profissão. Assim não podemos trabalha. Estamos de mãos amarradas.

Fonte: http://www.atabrasil.org.br/index.html




8 de janeiro de 2012

Beat Ernst Leuenberger, o maior estudioso sobre as cactáceas


 Drº Beat Ernst Leuenberger em suas jornadas
Drº Leuenberger nasceu na Suíça em 27 de agosto de 1946, iniciou educação escolar em sua cidade natal, Burgdorf. Em 1963 e 1964 como estudante de intercâmbio, estudou em Portales (Novo México, EUA). De volta à Europa, estudou na Universidade de Berna (Suíça) e Heidelberg (Alemanha), obtendo doutorado em Ciências Naturais, em 1975. Seu extenso conhecimento de biologia, química e também fluente em várias línguas, permitiu-lhe aprofundar em tudo que se possa investigar nessas áreas. .
Sua tese de doutorado é um volume que detalha as características morfológicas do pólen de cactos. Ele desenvolveu métodos para o corte de grãos, talvez agora mais frequentes, mas inovador na época, bem como fotos tiradas pelos microscópios eletrônicos de varredura então recente. Ele já tinha usado essa ferramenta valiosa e os primeiros estudos publicados sobre o assunto.
Drº Bata, como era conhecido, teve outras funções, 1975-1976 foi Assistente no Instituto Sistemático-geobotanical da Universidade de Berna. Desde 1976, no Jardim Botânico e Museu Botânico de Berlim Dahlem, Curador sênior, Chefe do Departamento de coleções vivas subtropicais e tropicais em estufas. Apreciou Documentações de espécimes, baseada na identificação e verificação em herbários, incluindo a elaboração de dados de nomenclaturas para o banco de coleções vivas.
Suas publicações sobre plantas são várias, principalmente da Argentina, país muito amado por ele, onde gostava imensamente. Nestas viagens, em sua maior parte, acompanhado de Silvia Arroyo, sua esposa, Argentina e botânica.
Dr. Bata empreendeu numerosas expedições botânicas, que o levou muitas vezes a áreas que são ricas em plantas suculentas. Sua primeira grande jornada começou pelo Togo, depois México, Namíbia, Argentina, Bolívia, Brasil, Chile e Guiana, países que ele colheu farto material vegetal, levando para Berlim.
Sua paixão desde a infância por cactos foi por influência de Werner Rauh, que talvez, inspirando-o duas de suas mais importantes monografias: gênero Pereskia (1986) e de gênero Maihuenia (1997), ambas são, sem dúvida, os estudos mais abrangente até o momento para gêneros dessa família. Do gênero Pereskia, algumas espécies são conhecidas no Brasil como Ora-pro-nobis.
Ele estava sempre interessado em publicações de vários gêneros argentino, alguns trabalhos muito completos sobre monotípicos de Denmoza e Blossfeldia e também, inclusive, vários em Opuntia Armata.
A lista de suas publicações podem ser vista na web, no site do "Botanischer Garten und Museum Berlin-Dahlem Botanischer". São cerca de 130 trabalhos, entre eles, os espécimes de Cactaceas em herbários europeus e americanos, incluindo da Argentina.
Dr. Bata Ernst Leuenberger, aposentou-se e morreu de câncer no pâncreas, em maio de 2010.

Próximo mês falaremos sobre Francisco Freire Allemão de Cysneiros, o Frei Alemão.

3 de janeiro de 2012

Novas regras para produção de Leite


O Ministério da Agricultura aumentou o rigor para a produção de leite na maior parte do país, com o objetivo de aumentar a qualidade do produto. As regras passou a valer a partir do primeiro dia de 2012.
A medida inclui ordens para que o local onde o gado é mantido tenha piso impermeável a fim de facilitar a limpeza e o escoamento da água, além do controle de temperatura para a pasteurização do leite na média de 4 graus Celsius (ºC). Para a ordenha (retirada do leite), será necessário definir uma dependência própria.
O objetivo, segundo o governo, é aprimorar o controle sanitário do rebanho - no que se refere a doenças, como brucelose e tuberculose, além de obrigar que seja feita análise para pesquisa de antibióticos no leite.
Pelas regras, os produtores das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste terão novos limites para CBT e CCS. Atualmente, esses índices podem chegar a 750 mil por mililitro. Mas a partir de agora a tolerância será de até 600 mil por mililitro. As regras no Norte e Nordeste só serão exigidas a partir de 2013.
As normas foram consolidadas pela Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Leite e foram baseadas em estudos feitos pela Embrapa Gado de Leite e no histórico dos programas de qualidade das empresas de laticínios.
De acordo com o Ministério da Agricultura, em nove anos de vigência das regras sobre qualidade de leite no país, houve uma série de avanços no setor, como investimentos em eletrificação rural, melhoria das estradas para facilitar o escoamento da produção e treinamento dos produtores em práticas de manejo e controle sanitário.
Ainda de acordo com a normativa, estão suprimidos os Regulamentos Técnicos de Identidade e Qualidade dos leites tipos “B” e “C”.
Fontes alegam que a medida poderá provocar a retirada do mercado do leite do tipo B.

INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 62 - Link abaixo:
http://www.hidrolabor.com.br/IN62.pdf

9 de dezembro de 2011

Beat Ernst Leuenberg


É comum nos dias de hoje, estudantes (fundamental e médio), utilizarem a internet como única fonte de pesquisa para elaborarem trabalhos estudantis (usamos muito deste recurso!). Não restam dúvidas, tratar-se de uma ferramenta útil e que muito facilita na hora das pesquisas, no entanto, há uma preocupação quanto aos artigos publicados, que muito das vezes não são de fontes seguras ou estão incompletos e repetitivos, inclusive, não citando os seus reais autores. Logicamente, em alguns casos, não são intencionais e que na verdade, não há desrespeito autoral, mesmo que contrárias à lei e a falta de ética. As matérias publicadas (artigos científicos) são colaborativas e muito auxiliam aos estudantes de uma forma geral, estes textos em arquivos p.d.f ou em “doc.”, bem como, escritos simples, torna-se de domínio público e passam ser importantes para a educação do país, até porque, seus autores, publicam seus artigos em sítios específicos ou em seus próprios espaços (sites e blogs).
Já confidenciamos aqui, que nosso aprimoramento estudantil partiu justamente consultando e estudando estes textos. No inicio tínhamos dificuldades, pois não tínhamos discernimento á intender ricos trabalhos e citações científicas. As cansativas leituras muito contribuíram, mas que a orientação de meus professores para a atenção aos trabalhos e oferecer respeito aos autores e fontes; foram muito mais importantes, pois foi assim, que passamos a não pecar e ficar restrito apenas a midia digital e passamos a “conferir” as íntegras literárias (em livros), bem como, a vida e obras de seus autores.
Esta razão nos surgiu, em uma frase dita em plena sala de aulas, em seminário, por um professor (carrancudo, no entanto, metódico), quando atento e conferindo aos nossos trabalhos apresentados: os contextos eram incompletos, confusos e inadequados para os temas propostos. As nossas fontes de pesquisas eram puramente da internet, por vezes, única, para todos os grupos formados. Ele repudiava com um conselho dado: “se tiverem dificuldades, consultem também a www.bibliotecavelha.com.br”. Essa frase nos incomodou, muito! As dificuldades perduraram por algum tempo, pois nem todos os assuntos estavam contidos em livros ou não estavam disponíveis. Motivo para a idealização deste site (blog).
Então, além de consultar em livros os assuntos propostos, passamos mostrar interesse também, por conhecer com detalhes os autores. Esse interesse, talvez, foi a maior complementação em nossos conhecimentos e que muito reforçou no sucesso do Blog “Agropecuária e Agroecologia”. E conforme prometido, a cada mês faremos uma postagem lembrando e homenageando uma figura importante do mundo cientifico.
Elaboramos uma lista cronológica e tínhamos em mente obedecer de acordo com o planejado, no entanto, resolvemos iniciar com o Botânico Beat Ernst Leuenberg (Bata Leuenberg), que é a maior e mais importante fonte de pesquisa utilizada para o livro “ORA-PRO-NOBIS: a carne de pobres” de nossa autoria. O Drº Leuenberg foi um notável estudioso das cactáceas, com trabalhos monográficos, revisões, tipificação e história taxonômica, principalmente do gênero Pereskia. Nascido em 27 de agosto de 1946 em Burgdorf, na Suíça e já aposentado, lamentavelmente, faleceu em Berlim em maio de 2010, depois de um período de enfermidade. De renome mundial, nos últimos anos foi curador do Jardim Botânico e Museu Botânico de Berlim-Dahlem. Ele era um especialista, sobre tudo, para as plantas Cactáceas. Ele foi casado com a também à botânica Silvia Arroyo do qual dividiu alguns trabalhos científicos.

Nossa próxima postagem será sobre Beat Ernst Leuenberg, figura importante do mundo cientifico. Aguardem!

25 de novembro de 2011

Agropecuária e Agroecologia: Aos leitores do blog

Pedimos desculpas aos nossos seguidores e leitores desse blog, pois desde a segunda quinzena de outubro não publicamos. Não se esgotaram os assuntos! Muito pelo contrário, devido aos inúmeros e-mails solicitando continuação e para outros assuntos, mas, que carecem de pesquisas e autorização de algumas fontes, resolvemos nos organizar e fazer um cronograma dos assuntos e depois dar seguimento nas postagens, mesmo porque, o nosso público se diversificou, antes eram apenas estudantes de ensino médio e técnico das áreas de agropecuária, agroecologia, meio ambiente e atualmente detectamos através dos comentários e e-mails enviados: professores, alunos de outras áreas (inclusive de curso superior: agronomia, zootecnia e veterinária) e outros que não citaram a formação.
Alguns assuntos foram motivos de polemicas e contestações, como no caso de “Novas Andanças: Tração Animal”, onde falamos dos municípios de Queimados e Nova Iguaçu e no entanto, deixamos por derradeiro, falar sobre os equídeos da Ilha de Paquetá, pois a Cidade do Rio de Janeiro tem lei especifica (Lei nº 3.350 de 28/12/2001) para disciplinar a circulação no âmbito do município os veículos de tração animal. A Ilha de Paquetá tem essa atividade para fins turísticos e as irregularidades de manejo são puramente por falta de fiscalização. Nossa “curiosidade” foi apenas com a alimentação dos animais, diante da pequena extensão da ilha e queríamos saber da existência, de alguma forma, área de descanso e pastejo, mesmo porque, a ilha tem o seu patrulhamento por policiais montados a cavalos e diante da repecursão dos assuntos dos outros municípios citados resolvemos retornar a ilha para mais pesquisa e incluir também os animais que trabalham no patrulhamento e isso precisa de autorização oficial.
Quanto aos outros assuntos pendentes, tais como: ervas medicinais, acidentes com máquinas agrícolas, também está na fase de publicar e são assuntos que colocaremos em outra página do blog, tendo em vista, a complexidade e o grande conteúdo, no qual incluiremos relatos de entrevistados que abordarão os assuntos.
Nesse cronograma dos assuntos, estará uma novidade. Uma vez por mês publicaremos uma postagem com homenagem de importantes e ilustres personalidades, que se destacaram e se destacam em agroecologia; biologia; manejo e nutrição animal, exemplos:  Francisco Freire Allemão de Cysneiros, Ana Primavesi, André Voisin e Nelson Papavero, em fotos abaixo:



 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 



19 de outubro de 2011

ORA-PRO-NOBIS – A carne de pobres (O livro)

Angú com carne moída (Foto de João Felix/Rio)


Tenho recebido alguns e-mails contestando o provável ineditismo do livro “ORA-PRO-NOBIS – A carne de pobres”. Esse fato não tem nos preocupado e nem foi a nossa intenção, no entanto, cabe aqui esclarecer, que a verossimilhança é possível, em relação a outras obras escrita e que tenha caráter popular e linguagem simples, mais que na verdade, não tivemos a oportunidade de encontrar e apreciar estas. Cabe aos que contestam citarem e divulgarem nomes das obras e seus autores, no que valorizaria as obras existentes e que não estão nas bibliotecas ou mídias. Outro fato, que também cabe esclarecer, que “ORA-PRO-NOBIS – A carne de pobres”, não é um livro de receitas, por isso, está no item (link) “Agropecuária” e não em “Culinária”, no portal do CLUBE DE AUTORES.

A inspiração para escrever o livro, prendeu-se ao fato, da carência de escritos populares que abordem assuntos exclusivamente da planta Ora-pro-nobis (Pereskia aculeata), se não, escondido em artigos com linguagem científica, que a maioria da população não tem acesso, até porque, muitos estão contidos na mídia digital (arquivo em pdf. ou opiniões de blogs e sites com conteúdos culinários), inclusive, não intendem o contexto dos escritos com termos técnicos e que alguns estão em outras línguas: inglês e espanhol, além de não terem acesso à tecnologia digital (internet).

A justificativa é notória, pois tivemos dificuldades para encontrar em um único espaço (livro), assuntos que falem exclusivamente dessa planta, que é usada na alimentação no interior mineiro, que vem despertando interesse gastronômico e progressivamente pela comunidade cientifica, e no momento, a existência do vegetal está contida tão somente e atrelada em “causos’ e lendas não comprovadas, mais que valoriza e engrandece a cultura de um povo, sobre tudo, na cidade de Sabará, região metropolitana de Minas Gerais.

O real interesse para pesquisar a planta ora-pro-nobis, no inicio, foi buscar escritos que contivessem dados sobre o uso desse vegetal para a alimentação animal, esse era nosso interesse na pesquisa e não encontramos. Mais diante de tantos fatos e autores, foi despertando interesse em outras leituras, onde surgiam figuras e locais históricos, que não podíamos deixar de citar.

Exemplos que nos inspirou, estão frases, populares e cientificas que citam a Ora-pro-nobis, como:

Os grandes inventos da pobreza disfaçada...”, num fragmento na obra Estórias da Casa Velha da Ponte, de CORA CORALINA;

“hortaliças não convencionais, são cultivadas de forma marginal e rudimentar” (KINUPP, 2006);

a cultura de hortaliças, passou a ter grande importância na formação da base alimentar e cultural brasileira e o cultivo de algumas, ainda hoje, estão apenas associado a populações tradicionais, que para EYZAGUIRRE et al. (1999) e IPGRI (2006), definem como “culturas negligenciadas” (aquelas cultivadas primariamente em seus centros de origem) ou “culturas subutilizadas” (aquelas que já foram largamente utilizadas e que caíram em desuso devido a fatores agronômicos, genéticos, sociais, culturais ou por desinteresse econômico)".

Logicamente, não poderiamos deixar de dar atenção as literaturas sobre os hábitos alimentares, desde o Brasil colônia, mais que não cabia nos alongar, diante de tantos e belos escritos sobre o tema, como por exemplo: “a de que no século XVII, a descoberta de metais preciosos na colônia não melhorou as condições de alimentação do brasileiro. As levas de homens em direção às Minas Gerais apenas deslocaram os problemas da costa para o interior. Com o aumento vertiginoso da população, aquela região enfrentou um grave desabastecimento, que resultou numa alimentação pobre e deficiente”.

Em tempo ainda, justifico, o provável INEDITISMO de ORA-PRO-NOBIS – A carne dos pobres ( O livro), viria valorizar muito mais o trabalho dos professores da Instituição de Ensino, do qual sou oriundo (ex-aluno), que é o CTUR/UFRRJ, pois foi por influência deles, com interdisciplinaridade e transdisciplinaridade (contida na grade curricular), que passamos a entender o que são temas transversais, fazendo-me ser capaz (mesmo sem formação pedagógica) de buscar e abordar a pluralidade cultural em um simples vegetal, que no momento, permanece “detido” em valor cultural de uma única região.

E para fechar aqui a nossa justificativa, mostramos preocupação com a “educação” de dois de meus netos, que são mineiros natos e estudantes de ensino fundamental na Cidade de Sabará, que sequer ouviram dos professores, em aulas de História, mesmo em pequenas abordagem, assuntos que valorizem as suas raízes culturais, estampado em um simples prato de “angú com ora-pro-nobis”.

Coelho com ora-pro-nobis (Foto de Claudio Olivier/PR)



João Felix Vieira

Autor desse Blog e do Livro ORA-PRO-NOBIS: A carne de pobres

Disponível em: https://www.clubedeautores.com.br/book/144184--ORAPRONOBIS#.WcJoBPOGPZ4

8 de outubro de 2011


"Se hoje fosse o último dia de minha vida, queria fazer o que vou fazer hoje? E se a resposta fosse não muitos dias seguidos, sabia que precisava mudar algo."
(Steve Jobs)


O adeus de um sábio.