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By tecnicoemagropecuaria.blogspot.com

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4 de fevereiro de 2010

Processamento de produtos de origem animal

Como cumprir e fazer cumprir os preceitos das Leis de forma a proporcionar à população, uma oferta de produtos de origem animal com qualidade higiênica sanitária apropriada ao consumo humano? Pois é! Era o que a Mestra Claudete Pereira nos chamava atenção, em suas aulas de Processamento de Origem Animal.
Quando formava “mesa redonda” com os alunos, para fazerem leituras e discussões sobre a matéria, ela falava sempre da importância dos estabelecimentos que abatem animais ou processam derivados e que realizam comercialização, que deverão ser obrigatoriamente registrados e inspecionados pelos serviços de inspeção sanitária e obedecendo aos preceitos da legislação. De todas as leis, decretos, portarias e regulamentos, a Mestra Claudete dava ênfase ao Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal do Estado do Rio de Janeiro, o RIISPOA/RJ (Decreto nº 38.757 de 25/01/2006), bem como a Portaria nº 368 de 04/09/1997 que é o Regulamento Técnico Sobre as Condições Higiênico Sanitárias e de Boas Práticas de Elaboração para Estabelecimentos Elaboradores/Industrializadores de Alimentos.
Naquela época, mesmo com as cansativas discussões, ficávamos restritos apenas as leituras para o que rogava a legislação, até porque o módulo era curto e tínhamos outras tarefas, o aprofundamento da matéria, talvez, poderia ficar a cargo de cada aluno para melhor entender na prática, a real situação dos estabelecimentos, mais não tivemos essa oportunidade, pois sequer visitamos um para levar discussão para a sala de aulas, aliás, nem sequer tínhamos um espaço especifico para praticar essas boas práticas de processamento de produto.
A transformação de produtos de origem animal para consumo humano (carne e laticínios) ou para outras necessidades humanas leva inevitavelmente à produção de resíduos. O processamento é feito frequentemente em pequena escala, daqui resultando apenas pequenas quantidades de resíduos que não causam problemas ambientais sérios. Em consequência da ênfase crescente dada à produção em grande escala maiores quantidades de resíduos serão produzidos e terão que ser tomadas providências para manter esta produção em níveis aceitáveis.
Os resíduos sólidos produzidos durante o processamento são na maioria resíduos orgânicos, dependendo do produto e da situação podem ser convertidos em subprodutos úteis ou em compostos. Os compostos sólidos tóxicos necessitam de processos especiais de eliminação.
Como o assunto é extenso e complexo, e diante de vários discursos sobre o meio ambiente, postaremos em nosso blog uma série de situações que envolvem a legislação sobre Boas Práticas de Elaboração para Estabelecimento Elaboradores/Industrializadores de Alimentos e fazer lembranças sobre o que a Mestra Claudete Pereira nos chamava atenção sobre essa matéria. Fiquem atentos serão três postagens sobre o assunto: Matadouros, Fábrica de Laticínios e Curtumes.
Sistema Nacional de Vigilancia Sanitaria
Confira os órgãos fiscalizadores em seu Estado, clique no link abaixo:

2 de fevereiro de 2010

Novo Layout

Era nossa vontade dá uma nova visão no blog. Então disponibilizamos enquete para que os visitantes opinassem.
66% opinaram por um novo Layout. Como já explicamos aqui, nosso Site surgiu com as dificuldades de buscar em único espaço, conteúdos relacionados com o Curso de Agropecuária Organica.
Há tendências nas dinâmicas de promoção da agroecologia, originando iniciativas futuras aos estudantes e profissionais da área agronômica e ambiental. A Agroecologia engloba modernas ramificações e especializações, como a: agricultura biodinâmica, agricultura ecológica, agricultura natural, agricultura orgânica, os sistemas agro-florestais, então é natural que seguíssemos essa nova abordagem.
Para melhor “navegação” em nosso Site colocaremos links relacionados de atalhos, em todas as fotos postadas e na barra lateral, bastando levar o cursor e clicar, abrindo uma nova janela de pesquisas. Na barra superior da página, além do espaço para pesquisa personalizada, o visitante também terá notícias sobre Agropecuária e Agroecologia, abrindo outro portal sem precisar sair de nosso Site. Na parte inferior (rodapé), o visitante do blog também poderá ver notícias sobre nova Lei de Ater (Extensão Rural).
Agradecemos aos seguidores e os mais de 30 mil visitantes, que colaboraram com o sucesso de nosso Blog. Se prefeir, assine o Livro de visitas.

20 de janeiro de 2010

CTUR 2010 - "BIXOS" na senzala...

Alunos em atividades - Aula de Agroecologia  em 2005 - turma 55
CLASSIFICAÇÃO GERAL – RELAÇÕES ATUALIZADAS
Parabenizamos os candidatos aprovados no concurso de seleção do CTUR, para Curso de Agroecologia (ex-Agropecuária Orgânica), para o ano de 2010. Uma nova jornada, com um novo curso profissionalizante, reformulado e direcionado para as questões de preservação ambiental.
Os resultados e classificação de todos os cursos estão disponível em p.d.f, clique nos links abaixo e acesse.

CURSO - TÉCNICO EM AGROECOLOGIA (Externo)
Disponível em: http://www.ctur.ufrrj.br/agroecologiaext.pdf
TÉCNICO EM AGROECOLOGIA (Matrícula Única)
1ª RECLASSIFICAÇÃO
Disponível em:
OS CANDIDADOS DEVEM FICAR ATENTOS A 2ª RECLASSIFICAÇÃO DOS CURSOS
CLASSIFICAÇÃO GERAL DOS CURSOS
Disponível em:

ATENÇÃO - A direção do CTUR informa que caso haja desistências oficiais até o dia 02/02/2010, será processada nova listagem, com matrícula para o dia 03/02/2010.

Agora... É pau no burro! Boa sorte a todos e bom curso.

19 de janeiro de 2010

Raças de caprinos

Depois do Cão é possível colocar a Cabra, em ordem de antiguidade, no estado domestico. O caprino é um dos menores ruminantes domesticados, descende da espécie Bezoar (selvagem), encontrada mais provavelmente no Mediterrâneo e Oriente Médio, principalmente na ilha de Creta. Na maioria das raças de caprinos, os dois sexos têm chifres e barba.
Muitas raças foram introduzidas no Brasil colônia, onde encontraram adversidades climáticas e de vegetação encontradas. Numa seleção natural houve a formação das raças naturalizadas aqui em nosso país. Através de cruzamentos indiscriminados com animais de raças exóticas, buscaram-se várias aptidões. Ainda existem, produtores e técnicos, que consideram algumas raças como sem aptidão. No entanto, na atualidade, existem trabalhos técnico-científicos no sentido de se desenvolver linhagens diferenciadas daquelas já conhecidas, tais como as de dupla finalidade.
Estes pequenos ruminantes apresentam significativas vantagens em relação à bovinocultura, no que diz respeito à área de ocupação e manejo. A rusticidade desses animais, bem como a facilidade de adaptação às condições ambientais são fatores que contribuem para tornar atividade relevante, nas pequenas e médias propriedades rurais.
Os caprinos são animais capazes de sobreviver em condições de alimentação escassa e de baixa qualidade, entretanto, nessas condições, o seu desempenho é pouco satisfatório. A maioria dos sistemas de criação, os procedimentos são básicos e relacionados com o uso de instalações simples e desconhecimento técnico, no que compromete o manejo reprodutivo, alimentar e principalmente, sanitário. Um aspecto que deve ser considerado, diz respeito às condições climáticas predominantes no local onde se deseja implantar ou aprimorar a criação.
De acordo com o IBGE, o crescimento populacional do Brasil entre 1990/1999 foi da ordem de 13,78%, fato que repercutiu o crescimento do efetivo caprino em vista a atender a demanda por proteína de origem animal na dieta da população. O que se observou foi uma queda de 25,57% no efetivo caprino, fator que pode ter influenciado o efetivo de raças naturalizadas brasileiras, o qual estima-se representar 3,0% dos animais explorados no país.
Que saber mais? Raças de caprinos, disponível em:



14 de janeiro de 2010

www.bibliotecavelha.com.br - Parte II

O ensino técnico exige uma carga maior de leitura de seus estudantes, principalmente os com matrícula única nas instituições que oferecem cursos profissionalizantes, Ensino Médio, mais o Técnico. Em Concomitancia Externa, é menos estafante, para os que já concluíram ou estão por terminar o Médio, isso facilita a busca de maior qualidade nos conteúdos pesquisados e lidos, tem-se mais tempo para estudar.
Independente da área escolhida, o ideal é fica “ligado” nos termos técnicos, pois muitos alunos pecam, não dão importância ou não procuram se familiarizar com esses termos, isso é importante! O vocabulário técnico demonstra a princípio, o conhecimento e a qualidade do futuro profissional. Logicamente, não precisa ser excessivo, basta utilizar no momento certo.
Importante também é prestar atenção em nomes científicos pronunciados em aulas, os professores estão a todo o momento fazendo citações, tanto oral, tanto nos textos oferecidos e a existências das fontes citadas, merecem atenção. O ideal é pesquisar nos livros da biblioteca do próprio colégio ou na pública mais próxima, reforçando assim os ensinamentos dados pelos professores, afinal, os conteúdos, também são pesquisados por eles em livros.
Os conteúdos pesquisados aqui na Internet podem ser produtivos. Mais cuidado! Se os sites pesquisados não forem de boa qualidade, caso contrário, além da obtenção de informações superficiais, sem maiores referencias ou sem a citação dos autores e as bibliografias que deu origem aos textos pesquisados, torna-se perigoso, pois além de pagar “mico” com a turma, vai levar um bom zero nos trabalhos pedido pelos professores, indo tudo por água abaixo e a perda de tempo. Evite o “copicola” (Ctrl C Ctrl V), os professores estão ligados e antenados, pesquisam os mesmos portais e às vezes, além do conhecimento é a própria fonte. Cuidado!
Sabemos que não é fácil achar nas bibliotecas os livros com assuntos específicos, tivemos essas dificuldades em nossa época. Devemos insistir na procura, pois os livros é o melhor caminho e podem ser lidos onde for conveniente. Sabemos também, que além da falta de condição financeira (alguns são caros), não encontramos nas bibliotecas os chamados “livros antigos”, fontes de bons conteúdos para pesquisas e citações. Mais podem ser achados nos sebos.
O chamado e-book (livro eletronico), ainda não é tão acessível e não substituir certamente bons livros com os conteúdos de títulos específicos.
Em nosso blog, indicamos alguns portais confiáveis (parte cinza), como por exemplo, para os estudantes da área de agropecuária, agroecologia e afins, que pretendem pesquisar raças de bovinos, um dos bons, está disponível em: http://www.bovinos.hpg.ig.com.br/ , ou ter a sorte de achar no sebo um “tesouro” como “INTRODUÇÃO À ZOOTECNIA” do Professor Octavio Domingues, 2ª edição de 1960, muitas Universidades ou Colégios Técnicos não tem em suas bibliotecas este exemplar.

8 de janeiro de 2010

AGRO...? Isso, aquilo, acolá.


É apenas hibridismo ou a união dos radicais?
Ecologia, tudo é uma questão de consciência. Não podemos entender a ecologia apenas pelos seus conceitos. O Termo apareceu em 1870, num trabalho cientifico do biólogo alemão Ernst Haeckel. O “estudo da casa”, essa é a definição, ou seja, estudo do ambiente que cerca o organismo. Para Haeckel, a ecologia designa o conjunto de conhecimento relacionado com a economia da natureza, investigação das relações entre o animal e seu ambiente orgânico e inorgânico, incluindo relações com as plantas e animais que tenham contato direto e indireto, chamadas por Darwin de condições da luta pela vida.
Uma preocupação mundial, mais que na verdade, pouca ou nenhuma providencia é tomada para preservação dos ecossistemas. A “ecologia” está definitivamente incorporada ao nosso vocabulário, presente nos jornais todos os dias. Parece-nos, cada vez mais, necessário entender as leis que regem a natureza. A necessidade por alimentos é cada vez maior para as populações em crescimento, presente ai a industrialização. O homem tem interferido de forma desastrosa e os resultados são na maioria das vezes por ignorância das complexas leis que regem as relações entre seres vivos e seu ambiente. Para Ana Primavesi, “existe uma conexão entre a saúde do homem, a sanidade da comida e o equilíbrio da natureza".
Charles Elton definia ecologia como uma história natural e cientifica. O ecologista Clemente, considerava apenas como ciência da comunidade e Eugene Odum como sendo o estudo da estrutura e da função da natureza.

Há conceitos para o termo ecologia, a partir de vários estudos, procurar entende-los, significa que não estamos pronto para adotar as práticas ecológicas.

Mudar nomes de cursos de formação profissional, significa um novo conceito ou direcionamento para uma nova área especifica? Agropecuária e Agroecologia, qual a diferença? Uma trata a pecuária como arte ou o conjunto de processos técnicos usados na domesticação e criação de animais com objetivos econômicos, feito exclusivamente no campo, um "braço" da Zootecnia. A outra trata os mesmos conceitos, somados aos das alternativas ao modelo convencional de agricultura, o qual se tornou insustentável devido ao uso intensivo do solo, à monocultura, à aplicação indiscriminada de fertilizantes inorgânicos e de pesticidas, dentre outros fatores, que retiraram e degradaram os recursos naturais. Em contraste com a agricultura convencional, representa na prática um modelo viável de produção animal e vegetal, baseado em métodos que atendem princípios de produtividade, rentabilidade e qualidade do produto, além de considerar sobremaneira, os aspectos sócio-ambientais. Essa mudança do modelo convencional para o agroecológico está em transição em várias partes do mundo, tanto em áreas urbanas ou rurais. Não é um novo conceito, são apenas princípios para a construção de estilos de agriculturas sustentáveis. Será que alunos de um curso ou do outro, entenderia isso? Os manejos são os mesmos, a definição é a junção harmônica de conceitos das ciências naturais com conceitos das ciências sociais. A proposta agro-ecologia para sistemas de produção agro-pecuária faz apenas contraposição ao agronegócio, por condenar a produção centrada na monocultura, na dependência de insumos químicos e na alta mecanização, além da concentração de terras produtivas, a exploração do trabalhador rural e o consumo não local da respectiva produção e podem ser vistas como práticas de resistência da agricultura familiar, ao processo de exclusão do meio rural e homogeneização das paisagens de cultivo. Para alguns, um "modismo".
A disciplina agroecologia era apenas uma abordagem da agricultura que se baseava nas dinâmicas da natureza. Faltou algo em nossa formação? Ensinaram-nos que dentro delas se destacava a sucessão natural, a qual permitia restauração da fertilidade do solo com o uso de fertilizantes minerais naturais e que se cultive sem uso de agrotóxicos.

Estamos confusos, alguém pode explicar? Com a palavra os especialistas.

Agrícola - (agro=campo + cola=aquele que habita)

Pecuária – (Pecus=cabeça de gado + pecúnia=moeda, dinheiro)

Ecologia – (oikos=casa + logos=estudo)




28 de dezembro de 2009

Transparencia



Este Blog estar próximo de 30 mil visitas. Agradecemos aos nossos visitantes e aqueles que nos acompanham, no entanto, esses números não nos preocupam, diante de tantos outros blogs existentes e com conteúdos similares, até mesmo, com maior número de acessos, pois aumenta a nossa responsabilidade das próximas publicações. Outros Blogs surgiram, mais vistosos, bem organizados, com publicações diárias e com variados assuntos, talvez até com equipes e grupos formados para elaborar (escrever) os assuntos, mais que não tem conteúdos fixos e direcionados a estudantes, o público alvo. Não temos formação pedagógica, como já explicamos aqui em outra ocasião, a criação deste, era apenas por pensar que outros blogs e sites na internet não teriam conteúdos ou fontes seguras que pudessem ajudar estudantes e outros pesquisadores sobre a pecuária e agricultura, pois eram à base de nossa formação. Nossa intenção era atingir jovens estudantes das escolas técnicas, para que não tivessem as mesmas dificuldades que outrora tivemos quando estudante no CTUR/UFRRJ, pois naquela, época não encontrávamos na internet conteúdos seguros para pesquisar, que pudessem contribuir com nossos estudos ou que reforçasse os oferecidos pelos professores, através de apostilas e velhos retroprojetores com “transparências” (slides) ultrapassadas, ilegíveis pelo excesso de uso e desatualizados, que faziam as aulas ficarem exaustivas e chatas.

Nos sites, os que existiam nos ofereciam apenas a opção “copicola” (ctrl C e ctrl V) após cansativas e inúmeras pesquisas.
Em 20 de janeiro de 2008 fizemos a nossa primeira publicação, com “Agricultura Orgânica” e não esperávamos que chegasse a tanto, para nós um sucesso! Comparado com outros blogs em numero de acessos, seria insignificante pelo número de visitas, talvez se justificasse apenas por curiosidade, mais quando deparamos com alunos e pais de alunos a nos fazer consultas e comentários, ai a coisa mudou de figura. Passamos a ter mais cuidados nos conteúdos, publicamos apenas as nossas pesquisas e trabalhos estudantis baseados em livros e publicações científica, resumidos (textos e Power point), em pequenas abordagens e utilizando o slideshare.net  para facilitar nos dawlords.
Continuaremos a publicar as nossas pesquisas, não se esgotaram os assuntos, em janeiro de 2010 mudaremos apenas o layout. O intuito continua. Usar uma linguagem estudantil e em único espaço.
Nossa ultima publicação em Power point - “Evolução dos Equídeos”, está disponivem em: www.slideshare.net/joao1959/eqdeos




4 de agosto de 2009

Os Gansos - Origem e domesticaçao


Uma característica dos gansos selvagens é voar em formação "V", eles o fazem a uma velocidade 70% maior do que se estivessem sozinhos, trabalham como equipe. Quando estão no ápice do "V", o líder quando se cansa, retarda e passa para trás da formação e outro se adianta para assumir a ponta. Quando algum diminui a velocidade, os que vão atrás grasnam encorajando os que estão à frente.
Os Gansos têm uma considerável diversidade taxonômica. Todos os autores são categóricos ao descreverem em seus estudos a origem dessa espécie. É certo que a domesticação seja muita antiga, é fato também, que sejam conhecidos em tempos remotos e sua ocorrência descrevem da época em que os povos arianos viviam na Europa ou na Ásia e já eram conhecidos dos antigos egípcios (3.500 a.c), dos Gregos e Romanos (1.000 a.c).
Das espécies domésticas, segundo Julio Seabra e outros, incluem-se varias raças em diferentes partes do globo, muitas dos quais recebem nomes vulgares, tais como: Toulouse, Poitou, Embdem, Danúbio, Catalunha ou de Gambia, desses resultaram diversas variedades locais ou regionais. As raças consideradas econômicas e as mais criadas, são as de Toulouse, de Embden, a africana e a chinesa. Quanto às raças ornamentais, destacam-se os gansos do Egito, do Canadá ou Gravata e o Frisado.
Conheça sua origem e aspécie, disponivel em:

17 de julho de 2009

ORIGEM DOS PERUS


Comercialmente o Brasil já é apontado como um dos maiores produtores de perus do mundo, devido as suas condições de clima, solo, tecnologia e avanços em pesquisas zootécnicas. Todos os anos, quase 300 milhões de perus são abatidos na União Européia, cinco milhões dos quais em Portugal, sendo a época natalícia a de maior procura da carne destes animais.
Quanto à criação doméstica ou industrial, deve-se tomar a atenção devida, como nunca criar perus junto com galinhas, patos, gansos, marrecos ou próximas de galpões de qualquer outra ave, porque elas lhe podem transmitir várias doenças, inclusive a Entero-Hepatite, que é inflamação dos intestinos e do fígado, uma das mais graves doenças para os perus. São vários os problemas associados à criação intensiva destes animais e que, obviamente, têm conseqüências na qualidade da carne e na saúde de quem a consome. No Brasil, a legislação sanitária é mais rigorosa e o bem estar animal respeitado, ao contrário de alguns países.
No manejo comercial a reprodução natural é negada aos perus. São criados seletivamente para serem tão grande que a criação natural se tornou fisicamente impossível e toda a reprodução é feita através de inseminação artificial. Os perus recebem antibióticos e hormônios de crescimento por serem criados sob condições de superpopulação. Muitos perus comem rações pré fabricadas, que costumam conter restos processados de outras aves. Todos estes fatores afetam obviamente a saúde de quem consome estes animais.
A expectativa de vida natural de um peru é de cerca de 10 anos. Os perus de criação intensiva são mortos ao completarem de 12 a 26 semanas, dependendo do tamanho da ave produzida.
Vejam todo o conteúdo da "Origem dos Perus" disponivel em:

13 de julho de 2009

CTUR - SOB NOVA DIREÇÃO

É gratificante ver a alegria estampado no semblante de cada aluno e o prazer dos Professores o que vem ocorrendo naquele colégio. Sabemos que novos projetos estão sendo estudados e colocados em prática para a melhor capacitação dos alunos. Sem entrar em detalhes agora, vamos fazer uma visita pra conferir, que aliás será uma satisfação. Só para ilustrar o que vamos descrever aqui, é ver o funcionamento do Posto de vendas do Colégio, com variadas mercadorias da agropecuária de ótima qualidade, com a participação de alunos e o faturamento sendo prestado com transparência. Parabéns a nova direção e as Coordenações dos Cursos da Agropecuára Orgânica e Hotelaria, que afinal, agora caminham juntos.

31 de maio de 2009

Patos ou Marrecos ?












Os Patos (Cairina moschata) são aves ainda com característica selvagem, vivem em bandos que habitam rios, lagos e lagoas cercadas de vegetação. Os sexos são bem diferenciados, pelo tamanho mais avantajado do macho e por sua crista ao redor do bico mais volumosa, imperando o seu dimofismo. Voam em grandes bandos e usam as árvores para nidificar e dormir. Os filhotes são cuidados unicamente pela mãe, que os acompanha até que possam voar. Em seu habitat alimentam-se de folhagens, sementes, pequenos vermes e insetos. São presas constantes de felinos, raposas e aves de rapina. Muitas vezes até, confundido com o Marreco (Anas boschas), de origem asiática, que é menor e as vezes chamados de “pato comum”. O corpo dos patos é "achatado" e fica numa posição mais horizontal. O corpo dos marrecos é "cilíndrico" e assume uma posição mais empinada.
Segundo alguns autores, a distribuição geográfica ocorre desde o México e parte da America do Sul, como também na Europa, local onde foram, possivelmente, introduzidos e domesticados. No estado de conservação, não é uma espécie ameaçada em virtude do alto grau de domesticação de difusão dessa ave ao longo de vários países, contudo em estado selvagem é bastante raro, uma vez que são amplamente caçados e são vítimas do desmatamento. Para os índios norte-americanos significava o senso de guia e orientação em virtude da sua capacidade se locomover pelos céus e pelas águas. O pato é um dos poucos animais da natureza que pode andar, nadar e voar com razoável competência. É o único animal que consegue dormir com metade do cérebro e manter a outra em alerta. É dotado de perfeito senso de direção e comunidade.
Várias raças de patos no Brasil são utilizadas em criações domésticas, popularmente conhecidos como caipira ou pato do mato, pato crioulo, o europeu moscovy e o gigante alemão, de cor branca. Há aqueles, com raças erroneamente classificada, que são protegidos pelo IBAMA - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis e, por isso, precisam da autorização da instituição para a criação em cativeiro. Todos, porem, com características selvagens ou nativas da fauna brasileira, como o Cairina moschata puramente domesticado, preto com a parte de baixo da asa branca, carúncula negra e bico preto com risco branco, e o putrião com as costas verdes, peito branco com pontos pretos e bico coberto com uma carúncula parecida com um chifre de rinoceronte, que se enrijece em períodos de reprodução.
Sobre a origem dos Patos e Marrecos, todo o conteúdo está publicado em doc. no Slide Shaire, disponível em: http://www.slideshare.net/joao1959/uma-abordagem-sobre-a-origem-do-pato-e-do-marreco

Nossa proxima publicação, o Peru (Meleagris gallopavo).

21 de maio de 2009

CODORNA - (Coturnix coturnix)

Há complexidade com abundancia de informações e taxonomia confusa sobre essas aves, descrita pela primeira vez por Linnaeus em seu Systema Naturae, em 1758 como Tetrao coturnix. No entanto, muitos foram os estudos, para melhor entender as aves que ali foram surgindo, seguindo a taxonomia cientifica de Linnaeus, sendo organizados, por Classe, Ordem, Família, Subfamília, Gênero, Espécies e Subespécies.
Comumente algumas aves chamadas de codorna, são aves da ordem dos Galliformes, no entanto, algumas espécies do grupo dos Tinamiformes também são popularmente chamadas por esse nome, A ordem Tinamiformes é representada por uma única família, a Tinamidae, que são aves de aparência galinácea, representante de um dos mais antigos grupos de aves do continente americano, com registros fósseis procedendo do Mioceno da Argentina, com 47 espécies, divididos em 9 gêneros, a maioria conhecidos, como codornas ou Inhambus, ou ainda, como exemplo a Codorna-comum (Nothura maculosa) encontradas no Brasil. Entretanto, é necessário não confundir este grupo com a verdadeira codorna, explorada comercialmente (Coturnix coturnix) que é um membro da ordem dos Galliformes. Disponívem em: http://www.slideshare.net/joao1959/origem-das-codornas, em doc.
Em nossa série, sobre "Avicultura", a próxima publicação será o PATO (Cairina moschata).

18 de maio de 2009

Origem das codornas


Relatos e estudos afirmam que muitas aves se extinguiram antes mesmo que pudessem ser estudadas pela ciência. Hipoteses e citações das que puderam ser estudadas, por restos completamente fossializados (subfóssil), afirmam que muitas poderiam conter materiais orgânicos suficientes para análises moleculares, afim de prover pistas adicionais para resolver suas relações taxonômicas.
Em nossas leituras, notamos que autores de estudos das extinções, são categoricos em afimar as coincidencias com a expansão do homem (Homo sapiens), em muitos casos (mas não em todos) fatores antropogênicos podem ter tido papel crucial em suas extinções, seja pela caça (cinegética), alterações de habitats, ou até mesmo, por introdução de predadores.O grande número dessas espécies são de ilhas oceânicas, especialmente na Polinésia. Nos táxons de aves, por exemplo, evoluíram em ilhas oceânicas e que eram geralmente mais vulneráveis á caça ou predação por mamiferos – animais comumente introduzido por humanos. Muitas dessas aves, evoluíram em um ambiente, pela ausencia desses mamíferos e que muitas perderam a capacidade de vôo.
Há uma lista dos táxons que se extinguiram no final do Quaternário – Holoceno e final do Pleistoceno - , antes do período global de exploração científica que iniciou-se a partir de 1500 d.C. Mais precisamente, suas extinções coincidem com a expansão e evolução do homem , entre 40.000 a.C. e 1500 d.C. Dessa lista, por exemplo, é citado um fóssil da espécie do Oligoceno - Late Miocene do suldoeste da Europa Central que foi descrito como Coturnix gallica. Outro, Coturnix donnezani, foi generalizada no Plioceno antecipada para Early Pleistoceno Europa e a Coturnix gomerae (pré histórico), que não conseguimos localizar citações e estudos de sua origem.
O Professor Octavio Domingues (1968), em Introdução á Zootecnia, relata que o homem mantem em domesticidade em número de onze, as aves domésticas, dentre as quais a galinha (Gallus domesticus Auct.), que sobressaiu dentre as demais aves, pela sua importância e extrema disseminação.
Pela complexidade e abundancia de informações sobre os Galliformes, muitos das quais, não oferecem fontes seguras e não foram autorizados por seus autores, pararemos por aqui.
Da nossa série, prometida, a proxima será um sucinto relato da Origem das Codornas. Incluindo o manejo das especies domesticas, que estará disponivel em doc. e p.p.t, no http://www.slideshare.net/joao1959

14 de maio de 2009

Silvestre, exótico ou doméstico, qual a diferença?


Conforme prometemos, a série de nossas publicações sobre galináceos, devemos antes de tudo, orientar sobre as frequentes dúvidas por estudantes, amantes de animais e até mesmo técnicos da área de agropecuária. Pois muitas das vezes, nos deparamos com pessoas que não sabem diferenciar, e principalmente sobre comercialização, manejo e domesticação de animais, pois muitos podem está protegidos e incluídos na lei de crimes ambientais.
Qual a diferença entre um animal silvestre, um animal exótico, um animal doméstico?

I - Animal Silvestre: são aqueles pertencentes às espécies nativas, migratórias e quaisquer outras, aquáticas ou terrestres, que tenham a sua vida ou parte dela ocorrendo naturalmente dentro dos limites do Território Brasileiro e suas águas jurisdicionais.
Exemplos: mico, morcego, quati, onça, tamanduá, ema, papagaio, arara, canário-da-terra, tico-tico, galo-da-campina, teiú, jibóia, jacaré, jabuti, tartaruga-da-amazônia, abelha sem ferrão, vespa, borboleta, aranha e outros cujo acesso, uso e comércio são controlados pelo IBAMA.

II - Animal exótico: são aqueles cuja a distribuição geográfica não inclui o Território Brasileiro. As espécies ou subespécies introduzidas pelo homem, inclusive domésticas, em estado selvagem, também são consideradas exóticas. Outras espécies consideradas exóticas são aquelas que tenham sido introduzidas fora das fronteiras brasileiras e suas águas jurisdicionais e que tenham entrado expontaneamente em Território Brasileiro;
Exemplos: leão, zebra, elefante, urso, ferret, lebre-européia, javali, crocodilo-do-nilo, naja, piton, esquilo-da-mongólia, tartatuga-japonesa, tartaruga-mordedora, tartaruga-tigre-d'água, cacatua, arara-da-patagônia, escorpião-do-Nilo, entre outros;

III - Animal doméstico: são aqueles animais que através de processos tradicionais e sistematizados de manejo e melhoramento zootécnico tornaram-se domésticas, possuindo características biológicas e comportamentais em estreita dependência do homem, podendo inclusive apresentar aparência diferente da espécie silvestre que os originou.
Exemplos: gato, cachorro, cavalo, vaca, búfalo, porco, galinha, pato, marreco, peru, avestruz, codorna-chinesa, perdiz-chucar, canário-belga, periquito-australiano, abelha-européia, escargot, manon, mandarim, agapornis, entre outros.

Os itens citados, estão disponível em: http://www.ibama.gov.br/fauna/animais.htm, é preciso conhecer o que preceitua a legislação e para os que pretendem entrar no ramo comercial ou doméstico devem buscar orientação ao um técnico especializado ou fontes especializadas.
Vejam a Relação de animais considerados domésticos, de produção ou sinantrópicos pelo IBAMA para fins de operacionalização de suas ações, disponível em:
Sobre o manejo na criação de Faisão, disponível em:

9 de maio de 2009

Avicultura - Aves Exóticas


 O ramo de atividade que se dedica à criação de aves (galinhas, codornas, patos, perus, faisões, marrecos, cisnes, gansos, pavões, etc.) denomina-se avicultura. Constitui hoje uma técnica muito complexa, dada a maneira muito científica como se procede à criação, tanto intensiva ou semi-intensiva. Criações domésticas e lazer podem ser isentas das legislações, emboramente, não podemos esquecer as questões sanitárias, principalmente em áreas urbanas onde a legislação deve ser obedecida. A criação de galinha é, sem dúvida, a que está mais especializada e, por isso, a que é efetuada com mais rigor; pode dedicar-se à produção de ovos ou à produção de carne em grande escala, com investimentos maiores.
Nos sistemas mais evoluídos de produção, quer de ovos, quer de carne, a criação é exercida por empresas inteiramente especializadas, constituindo uma verdadeira indústria com todos os seus requisitos e aparatos industriais. Assim, certas empresas encarregam-se de manter os núcleos selecionados dos progenitores, procedem à incubação dos ovos e vendem os chamados pintos do dia; compete-lhes selecionar bem as aves progenitoras (matrizes), para poderem garantir boas produções a partir dos pintos que vendem. No Brasil, a avicultura atingiu elevado grau de desenvolvimento, exportando milhares de toneladas. Nas áreas rurais, onde a agricultura familiar e de subsistência, incluem criações de aves, com instalações simples, que contribuem com um percentual considerável na questão comercial, pois, rolam receitas em suas regiões, tais como: compra de rações, medicamentos, equipamentos diversos e de assistência técnica.
Para os que incluem em suas criações ou que pretende iniciar, a aves consideradas exóticas ou ornamentais é sempre importante salientar que estão sujeitas a legislação específica e sob a fiscalização do IBAMA, órgão ao qual compete autorizar as criação e comercialização, por isso todos os interessados devem solicitar autorização daquele órgão federal, é o melhor caminho para atingir seus objetivos e não ter problemas com a lei, um dos caminhos é filiando-se a um clube de criadores, ou preferencialmente, as federações de abrangência nacional ou até mesmo cooperativas.
Dessas, uma das mais atrativas, sem duvidas, é a criação de Faisão (Phasianus colchicus L.), por sua beleza na plumagem e seu alto valor comercial, tanto para abate (pela apreciação do sabor da carne), tanto para exposições. Das 49 espécies de faisões, das quais 46 são criadas em cativeiro e mais de 165 variedades, o Faisão dourado é o mais adorado, por sua imponência nas cores e sua característica, pois muitos o apelidam de Faraó.
E conforme o prometido faremos aqui no Blog, publicações de pesquisas e indicativos técnicos no manejo de diversas atividades da Agropecuária, assuntos destinados a estudantes, técnicos e curiosos. Faremos uma série somente com galináceos e o primeiro será o Faisão, que está disponível em:
www.slideshare.net/joao1959/faiso