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By tecnicoemagropecuaria.blogspot.com

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19 de fevereiro de 2009

A Mecanização Agrícola - A legislação na questão ambiental


Foto: A esquerda Professor "Ricardinho" (Mestre Ricardo Albieri), - Diretor eleito do CTUR/UFRRJ - em evento na Rural

A mecanização agrícola tem como objetivo o emprego adequado dos equipamentos e máquinas, visando sua otimização e viabilidade da obtenção de altas produtividades agropecuárias, com a racionalização dos custos e a preservação dos recursos naturais e do meio ambiente.
Dentre as atividades na utilização de máquinas na agricultura, é preciso o conhecimento pleno do funcionamento, tais como: A Seleção de máquinas e equipamentos; constituição, uso, regulagens e manutenção das máquinas e equipamentos para o manejo físico dos solos, plantio direto, adubação, semeadura, plantio, transplantio, cultivo, aplicação de adubos, corretivos, produtos químicos e colheita; O planejamento dos custos nas operações agrícolas mecanizadas, além da otimização, principalmente, da tração animal nas pequenas propriedades rurais é fundamental para a agricultura familiar.
O papel das pequenas propriedades rurais, na produção agropecuária do Brasil é de grande importância. A mecanização exerce papel fundamental, nestas propriedades, para garantir maior produtividade e qualidade dos serviços. No entanto, não é lícito ignorar alguns aspectos menos positivos, também decorrentes da motomecanização que, pela sua importância, merecem algumas reflexões de caráter econômico e ambiental.
Não conhecemos o quantitativo do volume de óleos queimados provenientes das atividades agrícolas mecanizadas no Brasil, é possível estimá-lo em vários milhões de litros por ano, pelo que a questão da sua reciclagem se afigura da maior importância, na medida em que se trata de matéria altamente poluente, tornando-se imperativo que sejam criadas as condições necessárias ao cumprimento de alguma legislação vigente. As emissões de CO2 para a atmosfera têm sido matéria de discussões por ambientalistas, não se nota na atividade agrícola como um agente decisivo nesta matéria, ao contrário do que se passa com os setores dos transportes e da indústria, o que não significa que a agricultura, mesmo a de pequena produção, não tenha que assumir a sua parte em termos de minimização dos seus efeitos nocivos.
Quando aluno do CTUR/UFRRJ, ouvia o Professor “Ricardinho” (Mestre Ricardo Albiere), em suas aulas de Mecanização Agrícola, relatos em pequenos tópicos sobre a questão ambiental, logicamente, era assunto mais extenso, os módulos temáticos eram curtos, no entanto, sempre nos chamou atenção sobre esse assunto. Mais falar sobre a legislação, não era o seu papel, e sim, do professor de Gestão e Legislação, que na verdade não mostrava conhecimento sobre o assunto, pelo menos em nossa época como aluno, uma pena! Hoje, vemos o quanto é importante esses assuntos, principalmente o conhecimento das leis, tais como, a LEI Nº 8.171, DE 17 DE JANEIRO DE 1991.



(Reeditado por incorreções na publicação anterior)

12 de fevereiro de 2009

TROTES - MULA MANCA II


Apesar das tradições estudantis, a cada ano letivo fica provado que o trote é um crime bárbaro e fraqueza de espírito para quem pratica ou apóia, as conseqüências são catastróficas.
Parece-nos, mesmo as instituições não permitindo essa prática, veteranos “criminosos” insistem a humilhar com agressões físicas os calouros, fazendo até mesmo, mutilações irreversíveis. O ano de 2009, apesar dos inúmeros casos (graças a Deus), não fez vitima fatais.
Em 1980, Carlos Alberto de Souza, de 20 anos, calouro do curso de Jornalismo da Universidade de Mogi das Cruzes (SP), morreu de traumatismo crânio-encefálico, Em 1990, o calouro George Mattos, de 23 anos, morreu de uma parada cardíaca. Em 22 de fevereiro de 1999, o calouro de Medicina Edison Tsung Chi Hsueh morreu afogado em uma piscina.
É preciso que além das denúncias feito pelas vítimas, que as autoridades punam severamente esses criminosos, e que sejam banidos das instituições, não importa a idade, pois existem casos em cursos de ensino médio regular e técnico. Ficaria aqui cansativo, em enumerar e citar nomes de vítimas devido à avalanche de casos nesse ano de 2009.
Segundo Van Gennep, criador do conceito, os ritos de passagem podem ser classificados em três grupos principais: Separação (funerais); Agregação (casamento); Margem (iniciação). Conforme indica, "as fronteiras entre tais ritos não são estanques, e sim dinâmicas; um comumente,implica um outro" (Van Gennep, 1978, p. 31). Portanto, do ponto de vista da antropologia cultural, o trote se classifica como um rito de passagem de margem e permite que sejam extraídas quatro conclusões preliminares (Vasconcelos, 1993, p. 14-15): O trote é um cerimonial que está entranhado no seio da cultura acadêmica; O caráter iniciático do trote é confirmado por todos os seus participantes; O trote representa um ritual de violência e agressão contra o calouro; O trote é um rito de passagem às avessas, representando uma prática oposta aos valores humanistas da universidade. Para finalizar, da mesma forma, denominar o calouro de bixo (ou bixete, se for mulher), parece querer indicar "que o calouro deve ser humilhado a ponto de nem mesmo merecer que a palavra bicho seja escrita corretamente" (Zuin, 2002, p. 44).
Diante disso, nossa opinião, para os que insistem, ainda, nessa grotesca brincadeira de mau gosto, são fracos de espírito ou verdadeiros MULA MANCA.



Em 21 de Março de 2008, fizemos comentários sobre esse assunto, veja o conteúdo em MULA MANCA, disponivel em: http://senzalafelix.blogspot.com/

28 de janeiro de 2009

Achatina fulica, que bicho é esse?

O rápido avanço do caramujo gigante africano (Achatina fulica) no Brasil parece não preocupar as autoridades sanitárias, que já identificaram infestações do molusco em todos os estados, principalmente em área urbana. O Achatina fulica, que foi introduzido ilegalmente no Brasil inicialmente no estado do Paraná há cerca de 20 anos atrás como alternativa econômica ao escargot (Helix aspersa), acreditem, por um servidor de uma Secretaria de Agricultura. A preocupação tem forte motivo: o caramujo, também chamado falso escargot, pode transmitir a angiostrongilíase abdominal, uma doença grave que, em estágio avançado, provoca perfuração no estômago, com vários casos de morte registrados no país.
Esta espécie de molusco representa uma forte ameaça a agricultura porque devora plantações de hortas e pomares( conforme ilustra a foto em plantação de mamão), se reproduz rapidamente e é de difícil controle, já que não possui predador natural no Brasil. Também na alimentação para animais, pois podem facilmente alastra-se e ficarem escondidos em pastagens e usar como seu alimento, diversas forrageiras, principalmente as leguminosas. Na agricultura familiar e de pequenos produtores, onde, por desconhecimento, podem manipular e até mesmo consumir como alimento.
Devido ao seu sucesso reprodutivo, ele tornou-se uma terrível praga agrícola, alimentando-se vorazmente de diversos vegetais de consumo humano, e por isso um parecer técnico 003/03 publicado pelo IBAMA e pelo Ministério da Agricultura em 2003, que considera ilegal a criação de caramujos africanos no país, determina a erradicação da espécie e prevê a notificação dos produtores sobre a ilegalidade da atividade.
No combate ao caramujo, primeiro é preciso identificar corretamente o caramujo africano para não haver qualquer confusão com as espécies nativas, posteriormente pegamos o exemplar com luva ou saco de plástico para evitarmos o contato direto com ele, e colocar sal ou cloro sobre o mesmo; também evitar esmagá-lo, e não devemos esquecer-nos de destruir seus ovos no solo com uma vassoura de grama. Quando chove muito numa região infestada, é comum observarmos os caramujos subindo as paredes, sendo, então, uma boa oportunidade para destruí-los.
Como foi um erro técnico gravíssimo e imperdoável, demonstra que é preciso em qualquer tipo de criação, a presença de um técnico (qualificado) para as devidas orientações, mesmo antes de implantar um projeto.
Há inúmeras matérias, tanto em revistas e jornais, como na internet, ilustrando a presença de desse nocivo molusco. Mais o que nos preocupa, é a falta de uma maciça campanha de orientação em área agrícola, onde pequenos agricultores são desprovidos de informes e notícias, pois nos grandes centro a mídia fica voltada para o Aedes aegyptis, transmissor da dengue, que sua infestação não foi um erro técnico, e sim, um erro da população urbana, por não se prevenir. Aliás, parece que o caramujo africano não dar votos, ainda.


Conheça o caramujo africano.

Clique em: http://www.pragas.com.br/noticias/destaques/caramujo_g_africano.php

21 de janeiro de 2009

CRIAÇÃO DE AVESTRUZ - A Estrutiocultura no Brasil


A criação de avestruz ainda é um bom negócio? A atividade foi implantada no Brasil há pouco mais de dez anos atrás, e nasceu com uma promessa de criação que não teria a necessidade de grandes espaços de terra, investimentos baixos e retornos rápidos, que maravilha! Tenho feito várias pesquisas na internet sobre a atividade da Estrutiocultura, há bem pouco tempo atrás a estrutiocultura, (criação comercial de avestruz), era apresentada como o empreendimento do século, por ser até então, apresentada uma atividade da agropecuária, com baixos custos para iniciação e produção, altos índices de produtividade, ainda mais quando comparada com a pecuária e retornos financeiros bem atrativos. Sinceramente não vi nada de animador nessa atividade, comparado a outros tipos de criação, que exige baixo custo, porém atualmente, notei em minhas pesquisas, que alguns anos de experiências, muitos foram os percalços e questionamentos do inicial
Pelo que vejo, muitos criadores iniciaram suas criações baseadas nessas promessas e infelizmente hoje estão colhendo ao contrario dos lucros prometidos, grandes prejuízos.
Creio que mais uma vez o problema principal para o insucesso desse empreendimento seria inicialmente a falta de pesquisa de mercado e um plano adequado de negócios, para conhecimento real do potencial da estrutiocultura, os valores apresentados para o escoamento da produção, principalmente o preço do quilo da carne a ser vendida ao consumidor brasileiro era irreal, comercializada a absurdos, em torno de 120 reais o quilo, num país onde o salário mínimo é de um pouco mais e 400 reais.
Hoje o Brasil se tornou um celeiro da criação de avestruz, porém somente como estoques de aves, pois a comercialização das mesmas atingiu números bem perto de zero, fazendo com que os atuais criadores ficassem sem expectativa de venda da produção atual, e ainda sem condições de continuar com a criação, fazendo com que a estrutiocultura se transformasse de um sonho de grandes lucros para uma grande ilusão ou pior um grande pesadelo de prejuízos.
Há vários sites na web oferecendo propostas mirabolantes para esse tipo de criação, mais é preciso ter cuidado, pois a estrutiocultura exige conhecimento técnico, e muito desses sites oferecem cursos on-line e isso não é bom.
A estrutiocultura encontra-se regulamentada pela Instrução Normativa Conjunta número 2 de 21 de fevereiro de 2.003, que aprova o Regulamento Técnico para Registro, Fiscalização e Controle Sanitário dos Estabelecimentos de Incubação, de Criação e Alojamento de Ratitas.
Antes de adquirir suas aves é fundamental que o interessado verifique a possibilidade técnica e física para a instalação de seu criatório.
As instituições (Colégios Agrícolas), que ministram cursos em Agropecuária devem conter em seus programas um mínimo de ensinamento para a atividade da estrutiocultura.
Veja todo o manejo em nosso blog (lateral cinza) “CRIAÇÂO DE AVESTRUZ”

Associação dos criadores de avestruzes do Brasil: http://www.acab.org.br/

17 de janeiro de 2009

Persistência...

A História tem demonstrado que os mais notáveis vencedores normalmente encontraram obstáculos dolorosos antes de triunfarem. Eles venceram porque se recusaram a se tornarem desencorajados por suas derrotas (B. C. Forbes). Até aqui, eu já me considero um grande vencedor e por minhas conquistas devo gratidão.
Nenhum dever é mais importante do que a gratidão. Tínhamos um dever, o dever de aprender, mais precisávamos de ensinadores. Mas porque agradecer? Todos deveriam cumprir os seus deveres, de ensinar. Não vamos aqui citar os nomes de meus ensinadores, pois, poderíamos cometer injustiça somada à ingratidão.
Pensava eu que conhecia tudo nessa vida, mais que nada, tínhamos muito a aprender. “Aqueles” ensinadores nada mais faziam do que suas obrigações, aliás, está ali pra isso, simplesmente ensinar, apenas suas obrigações. Mais foram mais além, transmitiram não só sabedoria, mais também respeito, confiança, paciência com persistência, com isso, sem perceberem, talvez, deram lições de vidas também.
É possível alguém aprender, tudo, não importa a idade, o ser humano tem essa capacidade, de aprender sempre! Sem delongas e incansáveis justificativas, coloco aqui minha gratidão.
Por longos 25 anos abandonamos os estudos, sem até, concluir o ensino médio. Precisávamos de realizações, tanto cultural, como capacitação profissional. E quando decidimos retomar os estudos, também era necessária uma qualificação profissional, e a área de agricultura era a nossa meta.
Quando ingressamos no Colégio Técnico da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (CTUR), nosso intuito, era tão somente concluir o curso e entrar no mercado de trabalho. Mais lá, durante o curso, fomos mais além. Tivemos a liderança da turma por quatro vezes (talvez inédito), logicamente de forma democrática; por concurso de seleção chegamos a Monitoria, conseguimos o respeito, tanto de colegas estudantes, tanto como dos professores. Na convivência e cumprindo as nossas obrigações estudantis, chegamos até em cerimônia de formatura, ser orador. Uma realização! Completamente. Aprendemos tudo o que deveríamos aprender dentro do programa do curso e aprendemos muito mais, paralelamente me foi oferecido respeito, sabedoria e confiança. Tanto foram as oportunidades, que a cada dia precisávamos corresponder dignamente o que nos era ensinado. Os esforços foram tantos, que chegamos até esse Blogger, para compartilharmos o que aprendemos o que vamos e ainda falta por aprender.
Perto de alcançar 5 mil visitas, nosso blog (Site) “Técnico em Agropecuária”, contém conteúdos aprendidos, fotos do período do desenvolvimento e atividades do curso, além de “Links” e atalhos correlatos, para que os visitantes possam usufruir, num único espaço, daquilo, que levamos mais de três anos, em incansáveis e numerosas fontes, para reunir.
Agradeço aqui aos meus “ensinadores” e visitantes desse Site. E nos desculpamos pela “Persistência”.

João Felix Vieira – Técnico em Agropecuária Orgânica
CREA-RJ 2009 100.491

14 de janeiro de 2009

CTUR TERÁ NOVOS "BIXOS" - Bem vindos a Senzala


 
Saldamos e parabenizamos os novos "bixos" classificados no concurso de seleção do Colégio Técnico da Universidade Rural.





TÉCNICO EM AGROPECUÁRIA ORGÂNICA (Externa)
Candidatos:

1º VICTOR VINÍCIUS AUGUSTO DA SILVA - com 73, 0 pontos;
2º FELIPE DE ANDRADE CONSTANCIO - com 65,0 pontos;
3º BRUNA FREITAS DA SILVA - com 61,0 pontos.

CURSO TÉCNICO EM AGROPECUÁRIA ORGÂNICA (Mat. Única)


Candidatos:

1º JESSICA GARCIA DIAS DA SILVA - com 82,0 pontos;
2º LUANE FAUSTINO COSTA - com 82,0 pontos
3º KEZIA SENNA EMYGDIO - com 80,0 pontos.

Vejam classificação completa na RELAÇÃO DE CANDIDATOS APROVADOS E CLASSIFICADOS (O arquivo está em formato PDF), pagina 9 e 12.


Disponível em:

http://www.ctur.ufrrj.br/classificacaofinal09.pdf


Parabéns a todos, novos rumo novos tempos.

6 de janeiro de 2009

Tempo “doido”, o aquecimento global pode afetar a agricultura

Mudanças climáticas previstas para as próximas décadas como resultado do aquecimento global vão colocar em risco a produção agrícola no Brasil, dizem os estudiosos. Nesses estudos de pesquisadores, prevêem que o aumento da temperatura no país vai diminuir a área favorável aos cultivos de soja, café, milho, arroz, feijão e algodão, podendo levar a um prejuízo de quase R$ 8,0 bilhões até 2020. As exceções são para a cana-de-açúcar, que terá espaço para se expandir e até dobrar a produção, e a mandioca, que, apesar de perder espaço de cultivo no Nordeste, poderá ser plantada em outras regiões do país. Os resultados sugerem que a geografia da produção agrícola brasileira vai mudar nos próximos anos, e, para evitar danos maiores ao desenvolvimento do país, é preciso começar a agir desde já.
É preocupante tal relatório, a agricultura é uma das responsáveis pelo aumento de temperatura: as emissões do setor, somadas ao desmatamento para a conversão de terras para o cultivo, representam algo entre 17% e 32% de todas as emissões de gases do efeito estufa provocadas por atividades humanas. É justamente a derrubada de florestas que coloca o Brasil na posição de quarto maior emissor de gás carbônico do mundo
Tais assuntos devem ser levados para dentro das salas de aulas, não somente nos colégios agrícolas, mais no geral. Estudantes de agropecuária (nível médio) podem também não se “ligarem” com assuntos tão “chatos”, e disciplinas em muitos cursos, é ministrado tão somente para o básico para o manejo de animais, e os alunos só vão se “ligar” e conhecer o assunto quando optarem por curso superior, agronomia por exemplo.
É preciso que o jovem estudante possa se Identificar com a leitura e pesquisa na área de ciências naturais e da terra, e tais relatórios publicados, debatidos incansavelmente em sala de aula, pode contribuir muito no aprendizado de outras disciplinas.
Lembro por exemplo, que quando estudante no CTUR, na disciplina “Processamento de produtos de origem animal”, a Mestra Claudete Pereira, usava estrategicamente esse método para nós ensinar, era “chato”, mais funcionou; fazer leituras da legislação em mesa redonda com a turma, e isso, muito “abria” nossas mentes para a importância da disciplina.
Sobre o relatório do aquecimento global publicado, contém informações importantes e pode muito contribuir no reforço de aprendizado de outras disciplinas.
O relatório está disponível em:

3 de janeiro de 2009

Santa Catarina, novos rumos

A agropecuária apresenta um papel de destaque na economia catarinense, pois boa parte do setor industrial e de serviços do Estado tem na agricultura a base do seu processo produtivo. E agora, o que farão as autoridades daquela estado após as chuvas?
Notamos (atavés de noticiários) que autoridades vem se reunido para traçar soluções para pecuaristas do Vale do Itajaí, e criaram até Fórum de Solidariedade e Reconstrução das Cheias, que visa uma solução para as perdas de animais que estes produtores tiveram com as enchentes no final de 2008. Outra discussão é possibilidade de alteração de critérios de distribuição de recursos de alguns fundos ligados a agricultura.
Não podemos esquecer que o modelo agrícola adotado na região do Vale do Itajaí, desde a época da colonização, baseado no desmatamento com posterior queimada, sem respeito às áreas de preservação permanente e nenhum controle de erosão e, a partir da segunda metade do século XX, com a introdução dos adubos químicos e agrotóxicos, reduziu drasticamente a cobertura florestal, a fertilidade dos solos e a quantidade e qualidade das águas.
Até a década de 1980, a indústria madeireira exerceu forte papel na economia da região, sendo a principal responsável pela devastação das espécies nobres das florestas. A agricultura, especialmente a fumicultura, foi, e de certa forma continua sendo, grande responsável pela destruição das florestas da região.
O Vale do Itajaí foi colonizado, a partir de Blumenau, principalmente por agricultores alemães e italianos e, em menor proporção, por poloneses e portugueses. Vindos da Europa na década de 1850 e acostumados a clima, vegetação e solo totalmente diferentes, instalaram-se às margens do rio Itajaí-Açu. No interior da densa e bela floresta, viviam milhares de índios das tribos Xokleng, Kaingang e Guarani. Tanto a floresta quanto os índios foram considerados obstáculos aos objetivos e ao modelo de “desenvolvimento” almejado pelos imigrantes europeus.
Já o Alto Vale do Itajaí foi colonizado a partir do século XX, e em menos de 100 anos de “crescimento econômico” foram destruídas aproximadamente 80% das florestas da região, reduzindo várias espécies de animais e extinguindo outras localmente, como a onça-pintada e a anta. As enchentes, fenômeno secular na região, passaram a ocorrer cada vez com mais freqüência. Isso pode ser explicado pela diminuição da infiltração da água no solo e o assoreamento dos rios, resultado direto da falta de cobertura florestal – especialmente matas ciliares, do não controle de erosão e da construção e estradas e cidades.
O que as autoridades daquele estado dizem agora sobre essa questão? Pois o fato é historico.
Não vamos aqui nos aprofundar no geral sobre questões ecológicas desgovernadas ao logo dos anos. Mais o que nos chama a atenção é sobre levantamentos e relatórios de óbitos de animais ocorrido na enchente na região de Itajaí e Tijucas. Foram registrados óbitos de 1.350 bovinos, 200 ovinos e sete eqüídeos, ainda encontram-se animais desaparecidos. Somente isso?
Temos consciência de vidas humanas perdidas, que devem ser discutidas em primeiro lugar, mais “autoridades” perderem tempo em Fórum para discutirem questão agropecuária num pífio relatório, é demais!



8 de dezembro de 2008

Novos "BIXOS" - Sai o gabarito da prova de seleção do CTUR/UFRRJ

(Formandos de 2007 - Agropecuária Orgânica - Concomitância externa)

A partir de 05 de janeiro de 2009 serão divulgadas as notas das provas de seleção do Colégio Técnico da Universidade Rural (CTUR) que poderá ser também vista na internet.
Os candidatos poderão solicitar, na secretaria do colégio, no dia 06 de janeiro de 2009 das 08:00 às 11:30 horas e das 13:00 às 16:30 horas, revisão das notas das provas ou recontagem de pontos.
O candidato interessado na revisão das notas deverá preencher o requerimento próprio, devidamente justificado, disponível na secretaria do colégio. As notas finais poderão ser modificadas em decorrência da revisão, conforme consta do Edital.

A relação de classificados no Concurso será divulgada, a partir das 10:00 horas, no dia 09 de janeiro de 2009. O Edital para os que ainda não conhecem as regras do concurso está disponível em: http://www.ctur.ufrrj.br/Edital%202009.pdf

Vejam o gabarito oficial das provas dos dias 6 e 7 de 2008, disponivel em: http://www.ctur.ufrrj.br/concurso%201.htm

Boa sorte a todos e bem vindos a senzala!

16 de novembro de 2008

Anunciadas novas recomendações oficiais sobre bem-estar animal

"Pity" mamentando - Setor animal da FAGRAM - Campus Penha

Novas recomendações sobre práticas de bem-estar relacionadas ao manejo, dieta, instalações e transporte do animal de produção (bovinos, suínos e aves) foram divulgadas, pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). As medidas integram a Instrução Normativa nº 56, publicada no último dia 7 de novembro, no Diário Oficial da União.
Entre as orientações, destacam-se o cuidado com o manejo dos animais, desde o seu nascimento, e a importância de adequar o transporte para reduzir o estresse e evitar sofrimentos desnecessários.
Segundo a divulgação da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo do Mapa, a preocupação do Ministério é estar à frente das exigências dos padrões de criação dos animais e se ajustar a regras que são internacionais.
A instrução normativa estimula todo o setor produtivo a se adequar a essas regras, para que o produto brasileiro não sofra nenhuma restrição nos mercados mais exigentes. O próximo passo, será elaborar recomendações de procedimentos específicos para cada espécie animal, de acordo com sua finalidade produtiva e econômica
A secretaria informou ainda que o Brasil está avançado em termos de medidas adotadas para o bem-estar dos animais. De janeiro a novembro deste ano, as exportações do agronegócio brasileiro já totalizaram US$ 71,5 bilhões. Desse montante, 30% é direcionado à União Européia, um dos mercados mais exigentes em boas práticas agropecuárias.
Cartilha - Para intensificar o processo de divulgação das novas recomendações, o Mapa está elaborando cartilhas que contém todas as medidas a serem adotadas pelos produtores. Ela será distribuída para orientar sobre o conteúdo da instrução normativa e mostrar a importância de seguir as recomendações sugeridas.
O produtor que adota normas de bem-estar tem benefícios como animais mais resistentes à doenças, maior qualidade e melhor imagem do produto, maior eficiência econômica e aumento das oportunidades de venda nos mercados interno e externo.



Confira a íntegra da Instrução Normativa nº 56




Fonte: MAPA

5 de novembro de 2008

CTUR - A Derrota dos representantes dos inimigos de Davi


“Há sempre ameaças rondando a liberdade que, por isso mesmo, precisa estar desperta. A libertação é um processo permanente de busca da liberdade que não é ponto de chegada, mas sempre de partida.” Paulo Freire, 1990.

No dia 22 de dezembro de 2007, na cerimônia de colação de grau, como orador de turma, iniciávamos o discurso de formatura da Turma 85 do Curso de Técnico em Agropecuária Orgânica – Colégio Técnico da UFRRJ, com as seguintes frases:


“Somos hoje aqui alunos de tudo, professores de nada e eternos aprendizes”.


“Desfaleçam-se as descrenças. Sintam-se vencidos os desafios”.


Quando fazia a leitura do discurso (que para muitos era um ato de indisciplina), fazia analogia, e nos classificávamos como soldados de Davi, pois, ali existiam verdadeiros representantes dos inimigos do povo de Israel, que lutaram incansavelmente para que nós não tivéssemos ali.
Os povos inimigos de Israel possuíam, como armas de guerra, carros puxados por cavalos e com foices nas rodas, carros esses que cortavam homens e ceifavam vidas como se corta a grama e se ceifa o trigo. Possuíam milhares de cavaleiros que, armados, poderiam pisotear e esmagar pobres israelitas para quem um simples escudo valeria de pouca coisa. Para nossa sorte, os representantes dos inimigos de Davi não tinham tantas armas e soldados, mesmo assim, se achavam poderosos, mais seu líder era fraco.
Nós os soldados, tínhamos a força de Deus e não desistimos da batalha e continuamos a luta e hoje saímos vitoriosos, com escudos simples, mais abençoados por Deus.
Desfalecidas as descrenças e os desafios vencidos, mesmo como ex-soldados, continuaremos sendo “alunos de tudo e eternos aprendizes”.
Com vitória esmagadora dos votos (mais de 72%) da comunidade Cturiana, parabenizamos o novo Diretor eleito para o Colégio Técnico da Universidade Rural do Rio de Janeiro, Professor Ricardo Albieri (Prof. Ricardinho) e equipe.
Desejamos que em sua administração, o CTUR seja um colégio referência de ensino técnico no Brasil e que seus alunos sejam respeitados.
Que sejam simplesmente alunos, e não “calças arriadas” como era o bordão oferecido a futuros profissionais na área agrícola.

20 de outubro de 2008

RAÇAS CAPRINAS PRODUTORAS DE LEITE


"Matusalém" - reprodutor Sannen do CTUR/UFRRJ
A cabra foi um dos primeiros animais a serem domesticados há cerca de 10.000 anos na Ásia ocidental, sendo mencionada mais de 150 vezes no velho testamento. Inúmeros povos como os gregos e romanos, incluíram a cabra em suas mitologias, permanecendo até os dias atuais como um dos símbolos do zodíaco (capricórnio é o 10º símbolo do zodíaco). As cabras leiteiras não são tão numerosas quanto o gado de leite, embora tenha se difundido por todo o planeta. Sua grande vantagem esta na sua fácil adaptação a diversas variações climáticas, a exigência de menor espaço além de uma alimentação menos especializada (quando comparada com o gado bovino), o resultado final é a produção de um leite de igual valor nutricional que o leite de vaca, mantendo algumas particularidades próprias.
Dentre tantas raças com aptidão leiteira, a Saanen é uma delas. Trata-se de um animal corpulento e elevada aptidão leiteira, considerada uma das melhores produtoras de leite. Sua produção após o parto pode chegar a 4 litros diários num período de lactação de 10 meses (com registros de até 10 litros diários). Sua pelagem é de cor clara tendendo para o branco-creme e de pêlo curto. Um outro atributo de grande relevância é sua capacidade de adaptação, apesar de não ser uma cabra de elevada rusticidade, habitua-se bem ao regime de pastoreio.
O Brasil dispõe de 15 milhões de cabeças de caprinos, concentradas principalmente na Região Nordeste do país. A produção leiteira cresce ano a ano e demonstra ser de grande interesse para alimentação humana, contribuindo na nutrição de camadas mais carentes, além de fomentar o surgimento de novos negócios ligado a agroindústria.
Tire aqui suas dúvidas e curiosidades no nosso blog, (link a baixo), sobre leite de cabra, processamento de queijos, elaboração de iogurte e muito mais...

Fonte: http://www.queijosnobrasil.com.br/

Foto de Patricia Pires - Disciplina: Médio animais - Manejo com caprinos no CTUR/UFRRJ/2005 - Turma 65

10 de outubro de 2008

CASTRAÇÃO DE SUÍNOS




A castração de suínos é uma técnica utilizada como prática de manejo. Os animais destinados a terminação podem ser castrados em qualquer idade, porém existem vantagens que favorecem a castração nas primeiras semanas de vida (de 7 a 10 dias de idade). Sendo a castração em nosso meio uma medida obrigatória no sistema de produção de suínos para o abate, busca-se uma técnica que seja simples e permita a continuidade do desenvolvimento do leitão.
No dia da castração, bem como durante o período de recuperação, não devem ser realizadas outras práticas de manejo tais como: everminação, vacinações, desmama, transferência para outras instalações. Essas práticas associadas a castração podem diminuir a resistência do leitão favorecendo o aparecimento de doenças.

Dentre os métodos de castração utilizados temos:

- A Castração escrotal, onde se realiza uma incisão sobre cada testículo, longitudinalmente, através do qual se exterioriza os mesmos. Após traciona-se de tal forma que o cordão espermático fique exposto e com o auxilio de material cortante, tais como: bisturi, gilete ou um canivete bem amolado, raspando até romper o testículo.

A castração dos leitões destinados a terminação pode ser realizada em qualquer idade, porém existem certas vantagens que favorecem a castração nas primeiras semanas de vida. Entre elas, citam-se:

· Os leitões estão confinados e são mais acessíveis;
· —Pouca mão-de-obra: uma pessoa para conter o leitão e outra para realizar a
castração;
· — Facilidade da operação;
· — Ocorrência de hemorragia é rara;
· — Cicatrização rápida e inexistência de risco ou complicação na operação;
· — Menor chance de ocorre infecção e, sobretudo, perdas totais por morte;
· — O estresse para o leitão é menor; e
· Quando morrer um leitão castrado nesta idade, a perda econômica é menor do que quando morrer um leitão mais velho.


Nesse manejo, antes devemos lavar as mãos e usar luvas.
Usa-se uma caixa de contenção com as medidas de 22 cm x 12 cm x 0,9cm, para facilitar o trabalho com o animal. Na hora da castração do animal, o local de incisão deve ser higienizado (lavado), com água e sabão e ser secado com papel toalha. Após a secagem faz-se a assepsia com álcool iodado.
Feito a castração, utilizar os produtos “ungüentoPlus” e pulverizar com “mata-bixeira”.
Anotar todo o manejo em ficha zootécnica, tais como: Número do animal, Peso, Idade do animal, Sexo e números de tetas (machos e fêmeas).



Fonte:

· Não foram utilizadas referências bibliográficas, o relatório foi baseado em aulas práticas no Setor Animal da FAGRAM, na disciplina Práticas em Zootecnia.
· Fotos ilustrativas, documentando as aulas.




15 de setembro de 2008

CODORNA AMERICANA - BOBWHITE, um ótimo negócio


Um passo importante para quem quer começar uma produção de pequenos animais é a escolha da espécie a ser criada e a que se destinará a criação, inclusive, analisando fatores importantes, tais como, a legislação, espaço disponível e principalmente, fazer as seguintes perguntas: Quanto posso investir? Posso começar agora? A resposta é não! Tendo em vista que ao iniciar qualquer tipo de negócio uma boa orientação técnica é o passo principal. Nossa experiência, não mal sucedida, mais “capenga”, diz tudo, tendo em vista que, nos faltaram justamente estas orientações.
Podemos afirmar que, somente leituras, compras de equipamentos e começar no “escuro” achando que é suficiente, são o caminho para um negócio mal sucedido. Aconselhamos visitar criatórios, mercado, legislação da região, além, é claro, da execução de um bom projeto com orientação técnica. Citamos por exemplo, a criação de animais considerados exóticos, como a Codorna Americana (Colinus virginianus), nossa experiência é com a Coturnix! Que existem milhares de criadores e produtores de matrizes, ficando mais fácil a sua criação, emboramente os grandes “granjeiros” faz com que muitos desistam da atividade. Para o iniciante, o caminho é ir devagar e não deixar o seu técnico fazer planejamentos mirabolantes
Para iniciar uma criação, alguns fatores devem ser levados em consideração. Em primeiro lugar, o técnico deve planejar quanto você quer produzir, para assim ter o número de aves necessárias para iniciar a criação. É importante também observar a localização do criatório; o tipo de galpão, telhado e piso; as gaiolas a serem usadas; os equipamentos como bebedouros e comedouros; e incubadora e nascedouros.
Como a codorna não choca seus próprios ovos, é preciso a utilização de galinhas garnizé ou de uma chocadeira artificial, não esquecendo que a alimentação, é o que mais pesa no seu projeto

A codorna americana (C. virginianus), conhecida por bobwhite, devido à sua voz ou seu grito, é originária do Leste dos Estados Unidos. Quando adulta, pode atinge até 500 gramas. Esta ave é uma excelente poedeira, podendo produzir 250 a 300 ovos por ano. Por ser muito saborosa e nutritiva, sua carne é muito apreciada, tendo grande aceitação, não só nos Estados Unidos, mas em muitos outros países, inclusive no Brasil. A comercialização dos ovos (in natura) é um pouco restrito, devido a sua falta de pigmentação.
A coturnicultura ou criação de codornas vem sendo considerada uma alternativa interessante para aumentar a renda do pequeno produtor rural.
Vá em frente e consulte um Técnico em agropecuária.

10 de setembro de 2008

MINHOCULTURA








(instalações com novos recursos ou simples, conforme ilustram as fotos)
As minhocas tem uma longa história associada ao ser humano. Os egípcios, na época dos faraós, associavam a terra fértil aos processos de inundação do Rio Nilo e as atividades das minhocas. As utilizavam inclusive em cerimônias culturais. As minhocas foram lembradas também por Aristóteles, que as chamou de “intestinos da terra”.
Mas muitas outras atividades são desenvolvidas com elas como a minhocultura, onde se transformam resíduos orgânicos em húmus, um adubo orgânico para hortas e jardins. Os pássaros, peixes e até alguns indígenas consomem as minhocas como alimento aproveitando os 70% de proteína existentes em sua composição. E os chineses as utilizam também para compor produtos farmacêuticos.

Objetivos da criação

A minhocultura é a única atividade agro-zootécnica que mensalmente dá ao produtor, colheitas de dois produtos: a minhoca (carne) propriamente dita e o seu humus. A minhoca é mundialmente criada com as finalidades seguintes: - Pesca, como isca; - Composição de farinhas protéicas para diversos fins; - Indústria farmacêutica para fabricação de medicamentos; - Agricultura, recuperação de solos áridos; - Transformação de resíduos orgânicos industriais, ecologia; - Transformação de restos orgânicos agrícolas, sobras de culturas; - Transformação de restos urbanos: esgoto e lixo; - Alimentação animal, (minhoca viva ou em ração) para: aves, rãs, peixes, camarão, suínos, eqüinos, bovinos, etc...; - Alimentação humana.
A minhocultra utiliza vermicompostagem, que é a utilização de minhocas no processamento de restos orgânicos (lixo doméstico, estercos, restos vegetais, etc.), transformando-os em adubo a ser utilizado no solo. O produto resultante é chamado de vermicomposto ou húmus de minhoca.
Por ser uma tecnologia de baixo custo, a vermicompostagem é adaptável à pequena produção. O interesse por essa técnica é observado tanto no meio rural quanto nas cidades, já que a atividade não exige muito espaço.
Espécies: Das 4 mil espécies de minhocas conhecidas, apenas 3 são cultivadas para fins comerciais.
a) Eisenia Foetida: Popularmente conhecida como “Vermelha da Califórnia”, a mais utilizada para iniciantes e pequenos produtores.
b) Lumbricus Rubellos: São encontradas nos montes de estercos.
c) Eudrilhos Eugeniae: Que é a “Gigante Africana”, que esta em alta moda e tem excelente aceitação
Reprodução: As minhocas são hermafroditas, ou seja, o mesmo individuo tem dois órgãos sexuais mas não se auto fecundam. Precisam de outro parceiro para se reproduzir. Ficam sexualmente maduras aos 40 dias de idade e reproduzem-se durante todo o ano. O acasalamento dura um período de uma a duas horas, as duas minhocas ficam fecundadas e põem de 1 a 20 ovos. A postura é feita de 5 em 5 dias, cada minhoca produz 500 filhotes por ano. E a capacidade reprodutiva dura a vida toda, tendo ela 10 anos de vida, o ovo fertilizado eclode com 28 dias.
Alimentação: a matéria-prima mais usada é o esterco bovino curtido “estrume”, porém deve ser de boa procedência e não apresentar contaminação pela presença de predadores; como também a de amônia, proveniente da urina de animais ou por resíduos de outros produtos.É aconselhável que o agricultor tenha sua própria matéria-prima.
Cobertura: o canteiro deve ser coberto por uma camada de 5 a 10cm de palha seca para manter a humidade e a escuridão, essenciais à criação de minhocas, que não podem receber luz solar.
Temperatura: a temperatura interna do canteiro ideal, para criação da espécie vermelha da Califórnia situa-se na faixa de 16º a 22ºC.
Humidade: a humidade do material deve ser em torno de 60%, mantidas através de regas em dias alternados.
Na minhocultura (criação de minhocas), vale a criatividade, com instalações simples e pouco investimento. Recomenda-se buscar informações em livros, sites, revistas, periódicos e visitar minhocários, além de consultar técnicos.